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| Bloco desfila hoje pelas ruas de RP |
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| Escrito por Redação | |
| 06-Fev-2010 | |
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A homenageada Ana Faveretto com Odônio dos Anjos Filho, diretor do Cineclube Cauim Desfile pelas ruas de Ribeirão Preto: organizadores estimam que 200 pessoas brinquem o caranval neste sábado
Berro de carnaval
Bloco desfila hoje pelas ruas de RP Pelo oitavo ano consecutivo, Bloco Berro manterá a tradição de sair no sábado que antecede o carnaval: Ana Favaretto será a homenageada
O Bloco Berro vai invadir as ruas da região central de Ribeirão Preto para reverenciar a cantora e artista plástica Ana Favaretto, parceira do cancionista Márcio Coelho, autor de quase todas as marchinhas da trupe que desfila anualmente no sábado anterior ao carnaval. A novidade desta edição é o trem-balada (uma boate na parte de baixo e um trenzinho em cima). Serão servidos o tradicional chope Colorado, suco e água sem gás (pra quem gosta, é claro). O bloco vai ganhar as ruas neste sábado, 6 de fevereiro, uma semana antes da Folia de Momo. Como sempre, a concentração será em frente ao Cineclube Cauim (rua São Sebastião nº 920, telefones 3941-4341 e 3941-5025), na hora que der, mas com certeza após às 18 horas. Os foliões vão caminhar pelo Centro até chegar ao Templo da Cidadania (rua Conde Afonso Celso nº 333). Outra tradição do bloco será mantida: é que durante o cortejo só serão executadas as marchinhas especialmente compostas para o Berro. Com a deste ano já são oito, que devem intergrar um CD especial. Quem quiser participar desfilar com o abadá do Bloco Berro deve fazer a reserva no Cineclube Cauim ou no site da entidade (www.cineclubecauim.org). Nesta edição, o abadá, que dá direito a bebidas no trajeto e no Templo (além de uma canja no fim da noite e uma linda caneca), custa R$ 45 (individual) e R$ 70 (casal). Para os “templários” é mais barato: R$ 30 (individual) e R$ 50 (casal). Convidados da “diretoria” também pagam menos: R$ 35 (individual) e R$ 60 (casal). Criança de até 10 anos não paga. Cerca de 200 pessoas devem engrossar o bloco neste ano. Ainda há abadás à venda. O ambiente, como sempre, é muito familiar e a diversão é garantida. Vale a pena participar resgatando o carnaval de rua. Em 2008 o bloco rendeu loas a Dona Neusa, figura carinhosa e eterna foliã que brindou a cidade com quatro filhos: Ronaldo, Marina, Heloísa e o fundador e presidente do Cauim, Fernando Kaxassa. Em 2007 o homenageado foi o cancionista Márcio Coelho, que só não compôs a marchinha de 2006, quando foi homenageado. A tarefa ficou para Dimi Zunquê, que fez o enredo Em hipófise alguma. O desfile será comandado pelos tradicionais foliões do Berro: Odônio dos Anjos Filho, Fernando Kaxassa, Edwaldo Arantes, Doutor Sócrates, professor Sérgio Ferreira (estes dois já homenageados pelo bloco em 2004 e 2005, respectivamente) e mais um punhado de figuras carimbadas do cenário cultural, esportivo e intelectual da cidade. Sem escala no Pinguim, a apoteose será no Templo da Cidadania. Na estreia do Berro, em 2003, os foliões saíram da Cervejaria Colorado e homenagearam o próprio bloco. No primeiro ano o enredo foi uma evocação à brincadeira, bem própria do carnaval. Sugerido por Kaxassa e com composição de Márcio Coelho, o Berro saiu com a marchinha Vamos meter lenha na fogueira! A partir de 2004, a sala de cinema do Cauim foi reaberta e virou ponto de partida do desfile. Naquele ano, as homenagens foram para os 50 anos do Doutor Sócrates, o Magrão, com o enredo Cinquentão do Magrão. Em 2005 foi a vez do cientista brasileiro Sérgio Ferreira – professor do campus local da Universidade de São Paulo (USP) – virar tema carnavalesco. O enredo foi Baixando a pressão da jararaca, numa referência bem humorada à descoberta do pesquisador, que desenvolveu o remédio mais consumido no mundo para hipertensão – sem querer querendo, ele prolongou a vida de todas as sogras, sem qualquer alusão à jararaca. Em 2006, a homenageada foi a pesquisadora Clotilde Rossetti, professora da Universidade de São Paulo (USP). Ela tem um vasto com trabalho reconhecido mundialmente no estudo do desenvolvimento infantil. Estatutariamente, a indicação do homenageado é prerrogativa do presidente. A regra é reverenciar gente viva e do grupo. No ano passado foi a ves do poeta e escritor Ademar Cardoso de Souza, mais conhecido como “Cachorro Louco”, fundador do Cineclube Cauim. Qualquer pessoa pode acompanhar o Bloco Berro, mesmo quem não tiver o abadá. A diferença é que, sem a camiseta, o folião não tem direito à bebida no trajeto (o único carro alegórico leva o barril de chope) nem ao “kit safadinho”, uma fórmula desenvolvida para o combate da ressaca, um segredo dos organizadores do evento. Ana Favaretto – A cantora e artista plástica Ana Favaretto é especialista em gravuras. Teve sua formação na Faculdade de Artes de Ouro Preto (Faop) em 1987. Continuou seus estudos com o gravador Geraldo Lara, trabalhando com gravura com chapa de metal, em Ribeirão Preto. Participou de diversos salões de arte comteporânea, com destaque para Piracicaba, onde também participou do Salão de Ilustrações. Ilustrou diversos livros, discos e programas de espetáculos e foi colaboradora da Revista III Berro nos seus 13 números editados. Possui uma carreira excepcional como intérprete e cantora junto com o cancionista Márcio Coelho. Recebe esta homehagem por ser a carnavalesca do Bloco Berro desde sua fundação e colaboradora do Cineclube Cauim. Criou a obra de arte do prêmio Canarinho do Cauim, que comemorou os 30 anos do cineclube em 2009 e será distribuido todos os anos para pessoas que tenham contribuido com a entidade. A marchinha, como tradicionalmente ocorre, foi composta por Márcio Coelho, que já está com alguns
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