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8 de Jan. de 2013 às 02:31

Cobra é capturada no Centro de RP

COBRA CONHECIDA COMO CAPITÃO-DO-CAMPO ou boipeva estava em um imóvel na rua Campos Sales, no Centro de Ribeirão Preto

Foto: Alfredo Risk

 

O Corpo de Bombeiros capturou na tarde desta segunda-feira, 7 de janeiro, em um imóvel na rua Campos Sales, no Centro de Ribeirão Preto, uma cobra conhecida como capitão-do-campo ou boipeva – o nome científico é Waglerophis merremii, da família Colubridae. O animal, com cerca de 70 centímetros, seria solto em uma mata da região.Segundo o subtenente J. Martins, essa cobra não é venenosa. “Se fosse uma cobra grande e peçonhenta, o procedimento correto seria levá-la para a Universidade de São Paulo (USP), que estuda esses animais”, diz, explicando que se fosse um exemplar de grande porte, mas não peçonhento, seria levado para o Bosque e Zoológico Municipal Doutor Fábio Barreto.

O bombeiro ressalta que mesmo as espécies não venenosas podem causar transtornos. “Uma mordida, principalmenteem crianças, pode trazer complicações”. Segundo o subtenente, a cobra deve ter chegado à cidade “escondida” em algum veículo ou através da rede de esgoto.

A Waglerophis merremii também é conhecida pelos nomes de achatadeira, cobra-chata, boipeva – que significa “cobra achatada” em língua tupi, através da junção dos termos mboîa (“cobra”) e peb (“achatado”)–, boipeba, cabeça-chata, capitão-do-campo, capitão-do-mato, chata, goipeba, jaracambeva, jararacambeva, jararacuçu-tipiti, pepéua e pepeva.É a única espécie de seu gênero. Distribui-se por toda a América do Sul. Chega a atingir cerca de dois metros. O seu revestimento é composto por escamas escuras cinzentas ou avermelhadas, com desenhos amarelados ou brancos.

No último domingo (6), duas jiboias foram capturadas em uma árvore no Centro de Cravinhos. Os bombeiros foram chamados e conseguiram retirá-las do local em segurança. Segundo os moradores, as cobras se alimentavam de passarinhos em ninhos na árvore. As jiboias foram soltas em uma mata próxima ao local.

Esse tipo de ocorrência tem se tornado rotina nas cidades. Em 26 de outubro do ano passado, funcionários de uma empresa na rua Peru, na Vila Mariana, em Ribeirão Preto, levaram um susto: uma jiboia de um metro de comprimento estava em um terreno nos fundos da fábrica de embalagens plásticas.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e capturou a cobra. O gerente Sergio Takahashi disse que a cobra estava em uma área onde ficam tambores usados pelos funcionários. Segundo o sargento José Luiz Pazeto, a cobra devia estar no local havia cerca de seis meses.

A cobra capturada foi levada pelos bombeiros e solta na Mata de Santa Teresa. A jiboia é a mais conhecida das serpentes da família Boidae, que inclui as maiores cobras do mundo. Chega a ter cerca de quatro metros de comprimento e é a sétima maior, atrás da sucuri, das pítons e da cobra-rei indiana (esta a única venenosa das sete).

No dia 15 do mesmo mês, o Corpo de Bombeiros já havia sido acionado para retirar cobras-cipó de uma árvore na rua Arthur de Jesus Campos, no Parque Industrial Avelino Alves Palma, em Ribeirão Preto. As serpentes estavam enroladas nos galhos e ameaçavam um ninho com três ovos de uma ave. Verdes, esguias, com uma listra escura horizontal na cabeça e cerca de um metro de comprimento, as serpentes foram identificadas pelo Corpo de Bombeiros como “cobras-passarinheiras” e deixadas no local, por não representarem perigo.

O Instituto Butantan de São Paulo identificou as serpentes como sendo a espécie Philodrya olfersii ou “cobra-cipó”. Também confirmaram a avaliação dos bombeiros, sobre serem animais não-peçonhentos. O Ministério da Saúde define as cobras-cipó como “de interesse médico”, expressão usada para identificar serpentes com utilização científica e que não representam perigo em potencial para o ser humano.