O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nes­ta terça-feira, 6, em coletiva de imprensa após sair do Co­mando da Marinha, em Brasí­lia, que pode anunciar novos nomes para compor o futuro governo até sexta-feira. Ele também voltou a dizer que o quadro ministerial final pode contemplar 17 pastas.

De acordo com Bolsonaro, já há conversas sobre quem virá a ocupar os ministérios de Relações Exteriores, de Infraes­trutura, de Agricultura e Meio Ambiente. Sobre estes dois úl­timos, ele disse que a tendência é não haver fusão.

“O próprio setor do agro­negócio nos procurou e nós re­pensamos a fusão. Não é recuo, não. Nós podemos ser conven­cidos do contrário”, disse.

Bolsonaro disse também que, nas discussões sobre como compor a equipe ministerial, apenas um partido pequeno o procurou. “E eu descartei”, afir­mou. Ele enfatizou que quer no­mear pessoas com capacidade técnica conhecida na área.

Sobre a possibilidade de o senador Magno Malta (PR -ES) ser indicado para a even­tual pasta da Família, que irá abrigar diferentes secretarias e ministérios ligados a questões sociais, o presidente eleito se limitou a dizer que “é possível”.

GSI
Bolsonaro afirmou ainda que o general Augusto Heleno pode ser indicado para ocupar o Gabinete de Segurança Institu­cional (GSI) “No que depender de mim, Heleno pode ir para o GSI”, afirmou. “Vou pensar.”

O general Heleno havia sido inicialmente indicado para o Ministério da Defesa. Porém, como adiantou o jornal O Esta­do de S. Paulo, o desejo do presi­dente eleito é mantê-lo próximo ao núcleo duro do Palácio do Planalto. O chefe do GSI fica lo­tado no Palácio do Planalto.
Na mesma coletiva, quan­do perguntado se Heleno aceitaria ir para o GSI, o gene­ral se esquivou. “Também vou pensar”, disse.

Para o presidente, caso Heleno seja deslocado para o GSI, “alguém da Marinha pode ocupar a Defesa”.