O melhor da copa
Outro dia escrevi que Pelé e Garrincha são indiscutíveis como o melhor e o mais espetacular, respectivamente, de todas as Copas do Mundo. Indiscutíveis porque se consagraram natu­ralmente. Não existia nas Copas de 1958, 62 e 70 o “Melhor Jogador da Copa” nem o “Melhor do Mundo”. Não havia im­posição do marketing como agora, depois que a FIFA insti­tuiu a escolha do melhor de cada Copa e o melhor de cada temporada, com votação feita por jornalistas e técnicos es­colhidos pela FIFA, entidade que comanda o futebol e defende interesses comerciais próprios e de seus parceiros. Portanto, sob suspeita.

A seleção da Copa…
A escolha da seleção da FIFA sempre existiu em todas as Co­pas do Mundo. Nos anos em que foi campeão, o Brasil colocou de seis a sete jogadores na seleção da Copa. Em 1958, Djalma Santos só jogou a partida final contra a Suécia e entrou na se­leção. Aliás, em todas as Copas que disputou (1954, 58 e 62) Djalma Santos entrou na seleção da FIFA. Em 1994 até Dunga foi escolhido para a seleção da FIFA e Romário foi eleito o me­lhor jogador daquela Copa, disputada nos Estados Unidos, em que o Brasil conquistou o tetra.

O melhor do mundo…
Cristiano Ronaldo e Messi, eleitos os melhores do mundo nos últimos anos, decepcionaram na Copa da Rússia. Candidato a melhor do mundo, Neymar também não brilhou. Há vários candidatos a “Melhor Jogador da Copa” entre os que ficaram para as semifinais, mas o principal deles, pela técnica e efi­cácia, é Modric da Croácia. Por sinal, pelo que ele jogou no Real Madrid e se fosse considerada a Copa da Rússia para a escolha do “Melhor do Mundo” desta temporada, sem prote­cionismo, Modric seria eleito.