JF PIMENTA/ESPECIAL PARA O TRIBUNA

O diretor de futebol do Co­mercial, Rangel Scandiuzzi, re­velou nesta quarta-feira (7) que o mercado para a contratação de atletas para a próxima tempora­da já está muito inflacionado e isso tem colocado obstáculos em várias negociações. “Há clubes jogando os valores para cima, bem mais altos que os da divi­são”, disse ele, sem citar nenhum nome. “Estamos esperando o mercado esfriar para ir em busca de reforços”, afirmou.

Segundo Scandiuzzi, es­ses valores fora dos padrões de normalidade podem ‘quebrar qualquer clube’ que tomar deci­sões sem aguardar o momento mais propício para se lançar ao mercado. O dirigente acredita que esse cenário irá mudar, pois nem todos estão dispostos a en­trar em ‘leilões’ para contratar. “Vamos esperar que esses clubes que estão majorando os valores entrem em desespero pela falta de interessados”, projetou.

Um dos atletas que estava na mira do Comercial é o za­gueiro Moisés, da Inter de Li­meira, que acabou acertando com o Juventus. “Quando você estabelece contato e demonstra interesse no jogador – e ele no clube – há o envio de um pré-contrato. Ocorre que o atleta demora de quatro a cinco dias para responder, tempo sufi­ciente para surgir outro inte­ressado com valores mais ele­vados,” explicou.

Mesmo diante dessas dificul­dades, o Comercial já conseguiu a assinatura de pré-contrato com o volante Tauã, do São José, um dos jogadores de confiança do novo técnico do Leão, Ricardo Costa. Sobre a possível vinda de outro atleta da Águia do Vale, o atacante Erik Bessa, o diretor de futebol garantiu que não houve nenhum contato do clube com o atleta. “Nada foi conversado com ele,” afirmou.

Com o início da pré-tem­porada previsto para o dia 19, o Comercial também espera o desenrolar do caso Gleyson, artilheiro da Segundona com 18 gols. O atacante pertence ao São Caetano que já garan­tiu à diretoria do alvinegro a permanência do goleador em Palma Travassos. No entanto, o técnico Pintado quer o jo­gador no grupo para o Pau­listão. “Para um terceiro clube ele não irá, pois temos garan­tias do presidente do São Ca­etano. Ou ele fica lá ou vem para cá,” disse Scandiuzzi.