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Cidade volta a ter inflação – Tribuna Ribeirão

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Cidade volta a ter inflação

O reajuste da conta de água, a bandeira vermelha da tarifa de energia elétrica, o preço do alu­guel e o mercado de veículos no­vos e usados propiciaram a volta da inflação em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesqui­sas Econômicas (Fipe), divulgado pela Associação Comercial e In­dustrial de Ribeirão Preto (Acirp) nesta quarta-feira, 19 de abril, fe­chou o mês passado em 0,80%.

O IPC de março ficou 1,15 ponto percentual (pp) acima ao de fevereiro, quando houve defla­ção de 0,35% por causa da queda nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Esta é a segunda vez no ano que a cidade registra aumento do custo de vida. Em janeiro, com os reajustes das ma­trículas escolares, Imposto Pre­dial e Territorial Urbano (IPTU), licenciamento de veículos e com a alta no litro dos combustíveis –, fechou em 1,17%, a maior desde o primeiro mês de 2016 (1,53%).

Em dezembro, o IPC ficou em 0,24%. Em setembro (-0,45%), outubro (-0,17%) e novembro (-0,33%) a Fipe já havia consta­tado deflação em Ribeirão Preto. No mês passado, os vilões foram os alimentos, as tarifas públicas e os veículos. O grupo alimentação emplacou cinco itens na lista dos dez produtos e serviços com alta de preços: leite (em sexto lugar, com aumento de 2,48%), acém (sétimo, elevação de 6,13%), to­mate (oitavo, com 27,02%), ma­mão (nono, com 29,56%) e man­ga (10º, com 27,71%).

Completam a lista três itens do grupo habitação – tarifa de água e esgoto (segundo lugar, com alta de 12,31%), aluguel (quarto, 1,05%) e tarifa de energia (quinto, com 2,91%) – e dois da categoria transporte – carro usa­do (primeiro lugar, com aumen­to de 7,40%) e zero quilômetro (terceiro, com 1,93%). Apesar do percentual menor, alguns itens pertencem a grupos com peso maior sobre o índice.

O cenário só não é pior por­que a categoria alimentação tam­bém tem oito itens na lista das dez principais quedas: tangerina (segundo lugar, com baixa de -38,03%), maçã (quarto, -12,51%), contra-filé (quinto, -6,30%), laran­ja (sexto, -6,87%), alcatra (sétimo, -2,57%), açúcar (oitavo, -4,72%), maracujá (nono, -19,28%) e óleo de soja (10º, -4,26%). Também está nesta lista o grupo Transporte – etanol (primeiro lugar, com re­dução de -5,29%) e gasolina (ter­ceiro, -1,54%).

O levantamento da Fipe com­prova que os setores de alimenta­ção, habitação e transporte pres­sionaram os preços. O primeiro registrou alta de 0,46% (tem peso de 32,6% no IPC), o segundo de 1,76% (representa 23,01% do ín­dice) e o terceiro, de 1,04% (peso de 20,36%). A lista de produtos da categoria despesas pessoais subiu 1,48% (peso de 3,54%), a de saúde cresceu 0,07% (peso 6,96%) e a de educação 0,03% (7,93%). A única queda foi constatada em vestuá­rio, de -0,25% (peso 5,58%).

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