O Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Da­erp) encerra neste domingo, 11 de março, o mutirão “Viva Água Vida”. A força-tarefa lan­çada em 25 de janeiro, com pra­zo inicial de 30 dias – até 25 de fevereiro –, foi prorrogada com o objetivo de atingir todas as re­giões da cidade. valeu o esforço: a meta era consertar 1.747 va­zamentos, e até sexta-feira (9) haviam sido executados 2.331 reparos, 33,4% acima do esti­mado, 584 mais.

As onze equipes da força­-tarefa do Daerp realizaram cerca de 52 consertos por dia. Foram feitos 891 reparos em calçadas e mais 1.440 no asfalto. Na primeira fase do mutirão, entre janeiro e fevereiro, a au­tarquia não conseguiu atingir a meta – choveu muito no perí­odo e, apesar de o superinten­dente Afonso Reis Duarte ter determinado que os operários trabalhassem até aos domingos e feriados, as intempéries retar­daram os serviços.

Nos primeiro 30 dias foram feitos 1.621 reparos, sendo 637 em calçadas e 984 em trechos de asfalto. Depois, já com a prorrogação, foram efetuados mais 710 consertos – 254 no passeio público e 456 em ruas e avenidas. O Daerp percorreu mais de 60 bairros nas regiões Sudoeste, Oeste e Norte, e parte da Zona Leste, onde se concen­trava o maior volume de recla­mações de vazamentos.

A força-tarefa do mutirão contou com o apoio de onze equipes com cerca de 100 pes­soas envolvidas direta ou indi­retamente com a operação e que realizou, em média, 52 conser­tos por dia. Em algumas regi­ões, como Campos Elíseos, Vila Tibério e Centro, foi necessária a troca de grandes extensões da rede de abastecimento. “A nossa cidade tem um problema crô­nico de rede antiga e, por isso, fizemos a troca de diversos tre­chos de rede para que o trabalho ficasse ainda melhor”, explica o assessor técnico da autarquia, Cleverson Fernandes Braga.

Para o superintendente do Daerp, Afonso Reis Duarte, o mutirão foi um sucesso. “Con­seguimos , fazer o reparo de um número de vazamentos muito acima da média que tínhamos. A redução dos vazamentos vai refletir na redução das perdas de água. Um ganho para Ribei­rão”, afirmou.

Entre os bairros atendidos estão o Parque Ribeirão Preto, Jardim Marchesi, Vila Virgínia, complexo do Portal do Alto, Ipi­ranga, Sumarezinho e Vila Tibé­rio, nas zonas Oeste e Sudoeste; Campos Elíseos, Jardim Aero­porto, Vila Elisa, Quintino Facci I e II e Adelino Simioni, Za zona Norte; e, no último final de sema­na, começaram a atender vários bairros da zona Leste como os jardins Castelo Branco e Iguatemi e Ribeirânia.

O mutirão foi prorrogado para que as equipes pudessem atender todas as regiões da ci­dade. Neste período, as equipes trabalharam nas zonas Leste e Sul. Foram beneficiados bairros como City Ribeirão, Jardim Irajá e jardins Paulista e Paulistano, além do Jardim Sumaré, Alto da Boa Vista, Jardim Califórnia, Jardim Nova Aliança, Jardim Canadá e Jardim João Rossi.

Para a população dos bair­ros, o trabalho foi bem feito e resolveu problemas que eram crônicos. “Fazia mais de um mês que eu havia ligado por conta de um vazamento, aí eles vieram e fizeram tudo rápido e bem fei­to”, afirma Elisabete Mendes da Costa Bernardes, moradora na rua Ângelo Pedreschi, no Par­que Ribeirão Preto.

Elisabete Mendes da Costa Bernardes é funcionária de um restaurante na rua Luiz Barreto, nos Campos Elíseos, e também aprovou o trabalho de conserto de um vazamento feito na rua . “O Daerp fez o serviço há umas duas semanas. Ficou bom e não vazou mais”, explica.

Em 2017, o Daerp conse­guiu reduzir as perdas físicas de água em 11,25% – caíram de 40,10% em dezembro de 2016 para 37,36% em setembro do ano passado. Houve uma redu­ção de 4,74 pontos percentuais, que representa uma queda na perda de água de 594,5 milhões de litros por mês.

Este volume é suficiente para abastecer mensalmente uma cidade de 104.482 habi­tantes, semelhante a Sertãozi­nho, levando em consideração o consumo médio do Brasil, que é de 187 litros por habitan­te/dia. O Daerp está fazendo o acompanhamento mensal das perdas no sistema para levantar o resultado das ações que estão sendo implantadas na cidade e que já começam a apresentar resultados concretos.

Em 2016, as perdas reais do sistema foram de 42,10% da pro­dução. O Daerp já foi cobrado pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) para reduzir as perdas para 20%, mas a meta apresenta­da ao Ministério Público Estadual (MPE) é de redução para 32% até 2021. De acordo com a autarquia, Ribeirão Preto possui atualmente 192.024 ligações de água.

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