De acordo com a pesquisa de expectativa de vendas realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo, a venda neste Dia das Crianças deve crescer entre 3% e 5% em Ribeirão Preto. “Esta­mos entrando em um cenário econômico otimista se compa­rado ao início do ano. Sendo assim, as datas comemorativas do último trimestre têm grande potencial para alavancar o co­mércio”, afirma o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

“No entanto, não devemos ignorar o cenário de incerteza política e nem comparar com anos em que as vendas estavam em alta. A situação ainda é de recessão”, emenda. O motivo para esse pequeno crescimen­to se deve à má experiência vivenciada no início de 2017. O primeiro semestre foi muito desfavorável – o Sindicato do Comércio Varejista de Ribei­rão Preto e Região (Sincovarp) fechou os seis primeiros meses com saldo negativo.

Porém, segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Va­rejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmen­te pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Feco­mercioSP), com base em in­formações da Secretaria da Fa­zenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), o faturamento real do comércio varejista na região de Ribeirão Preto cresceu 6,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016, e nos últimos 12 meses acumula elevação de 5,6% nas vendas.

O valor do tíquete médio também é inferior se compara­do a outras áreas do estado de São Paulo. Os lojistas de Ribei­rão Preto acreditam que o gasto com presentes deve ficar entre R$ 40 e R$ 100. No entanto, o comércio ribeirão-pretano está confiante e aposta no Dia das Crianças para alavancar as ven­das. Para a data, as lojas terão abertura facultativa das 9h às 17h – nos quatro shopping cen­ters da cidade a abertura tam­bém será facultativa. A criança­da deve ganhar, principalmente, brinquedos, vestuário, calçados e acessórios.

As vendas devem gerar mo­vimento de R$ 8,8 bilhões no comércio do País, segundo pes­quisa da Federação do Comér­cio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) e Instituto Ip­sos. Foram entrevistados 1.200 consumidores no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Florianópolis, Salvador, Recife e em mais 64 municípios brasileiros, entre os dias 1º e 14 de agosto passado.

Já a pesquisa da Boa Vista SCPC indica que as compras de­vem ser pressionadas pelos pre­ços elevados dos produtos e pela contenção de gastos das famílias. Entre 1.100 pessoas consultadas no País, 57% informaram que pretendem gastar uma quantia igual ou menor do que em 2016 para presentear os pequenos. A consultoria apurou alta de 14% sobre o valor médio dos produ­tos, passando de R$ 174 no ano passado para R$ 198 em 2017.

Presentes mais baratos – Segundo levantamento da Fe­comercioSP, a partir dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a boa notí­cia é que os preços das bicicletas e dos brinquedos, itens preferidos pela garotada, subiram apenas 0,68% e 1,36%, respectivamente, em relação ao ano passado. Para quem procura artigos de maior valor agregado, os instrumentos musicais e os microcomputado­res estão 6,97% e 15,51% mais baratos.

Entre os itens de vestuá­rio, apenas o conjunto infantil apresentou queda nos preços no período (-2,36%), enquanto os preços do agasalho infantil (3,02%); da bermuda e do short infantil (2,96%); e da camisa/ camiseta infantil (2,75%) subi­ram acima da inflação média. Já a calça comprida infantil e o vestido ficaram apenas 0,5% e 1,08% mais caros do que no ano passado. Outras opções são CDs e DVDs, cujos preços recuaram 1,82%, e os livros, que ficaram 4,27% mais caros.

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