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Escolas fechadas não farão falta, diz dirigente

A dirigente regional de ensino de Ribeirão Preto, Simone Maria Locca, disse que não há ordem do governo do Estado de São Paulo para o fechamento de escolas na cidade. Mas, caso haja a desocupação de alguns prédios no próximo ano, para implantação de um programa de reorganização das unidades, não faltariam vagas para os estudantes.

As declarações, consideradas conflitantes por alguns vereadores, fizeram parte do pronunciamento da dirigente no plenário da Câmara nesta terça-feira, 20. “Em Ribeirão Preto tivemos uma queda nos últimos 5 anos de 9 mil alunos, sendo 1,6 mil alunos do ensino médio. Essa reformulação que está em estudo pretende dividir as escolas por ciclos, com trabalho pedagógico focado por idade”, explicou.

Duramente criticada pelos parlamentares, Locca declarou a proposta de reorganização está em processo de estudo. “Não foram passadas ordens para nenhuma das 91 dirigentes, em reunião de São Paulo, nenhuma porcentagem de fechamento. Foi pedido um estudo da demanda de cada escola, especialmente daquelas que são próximas, para análise. Depois de definidas as mudanças nas escolas os pais serão avisados”, justificou.

Para Cícero Gomes da Silva (PMDB) as explicações não foram convincentes. O vereador atacou a má qualidade do ensino oferecido pelo estado, que não motivaria os estudantes. “Este governo não está preocupado nem com o aluno, nem com o professor. O estudante sai da escola sem saber nada porque a escola não presta. Será que não estão trabalhando a favor da escola particular? Os estudantes passam sem saber e acusar professor é um absurdo. Ninguém quer saber de assumir a culpa”, protestou.

Beto Cangussu (PT) não concordou com os argumentos de que o fechamento de escolas seria boato. “O boato só se espalha quando há falta de transparência. O governador disse que não ia faltar água e faltou, que não iam fechar delegacias, mas fechou. Pela sua fala podemos entender que escolas vão fechar sim. Otimização de espaços ociosos é um nome bonito para fechamento de escolas”, resumiu.

Segundo a dirigente, esse estudo feito pela regional da secretaria de estado da educação não foi apresentado ao conselho municipal de educação, mas estaria aberto para discussão pública. “Abrimos este ano três novas escolas, com mais de 1500 alunos que foram remanejados e os pais estão muito satisfeitos pelos filhos não precisarem pegar ônibus e estarem melhores atendidos”, completou.

“As pessoas não tiveram equilíbrio para se debruçar sobre o assunto e entender o caso até o final. É perfeitamente aceitável que uma escola do centro possa não ter a demanda de antes e que seja melhor para o bairro. Prédios desocupados poderão ser utilizados para escolas de tempo integral, ensino técnico ou outra finalidade”, atestou Simone.

A dirigente informou ainda que a delegacia de ensino ainda não finalizou a demanda do próximo ano para as escolas do município, com o levantamento de quantos virão das escolas particulares. “É preciso ter paciência para que o estudo seja concluso antes de qualquer decisão”, encerrou.

Foto: Alfredo Risk

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Categorias: Política