ALFREDO RISK

Os cerca de 800 funcionários do Fórum Estadual de Justiça de Ribeirão Preto, na Rua Alice Além Saadi, 950, no bairro da Nova Riberânia, Zona Sul da ci­dade, foram novamente dispensados do tra­balho nesta quarta-feira (11), por causa de um problema no fornecimen­to de energia elétrica ocorrido ontem de manhã. Segundo informações repassadas aos funcionários, a energia já deverá ser normalizada nesta tarde, mas há falta de água em todo o prédio, uma vez que as bombas não funcionaram para enchê-las.

A informação ainda não foi confirmada nesta quarta, mas a exemplo de ontem, apenas o atendimento de casos urgentes, em regime de plantão, deve ser manti­do no prédio. A previsão é que a situação volte ao normal a partir desta quinta-feira (12).

Desde ontem, em seu site, a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) comunica aos magistra­dos, integrantes do Ministério Público Estadual (MPE), De­fensoria Pública, Procuradorias, advogados, dirigentes das uni­dades judiciais, servidores e ao público em geral que, em razão de problemas no fornecimento de energia, o atendimento ao público e os prazos processuais foram suspensos no Fórum de Ribeirão Preto.

Por meio de nota enviada à redação do Tribuna Ribeirão, por sua assessoria de imprensa, a CPFL Paulista, que atende 4,4 milhões de consumidores em 234 muni­cípios do interior paulista – 290 mil somente em Ribeirão Preto –, informa “que a interrupção de energia do Fórum Estadual de Justiça de Ribeirão Preto foi re­alizada devido a um defeito in­terno nas instalações do cliente. A distribuidora interrompeu o fornecimento para que os repa­ros sejam realizados e aguarda autorização para que seja feito o religamento”.

Por causa do problema de energia, as dez Varas Cíveis, cinco Criminais, duas do Júri e de Execuções Criminais, três de Família e duas da Fazenda, além dos juizados (Cível, Criminal, da Fazenda) e dos cartórios (da Infância e da Juventude) “para­ram” desde ontem no Fórum Estadual de Justiça de Ribeirão Preto.

Tramitam no local cerca de 300 mil processos. São cerca de 43 juízes, com a expectati­va de que mais dois auxiliares sejam designados até o final do ano. Em sua estrutura fun­cional, há, ainda, núcleo de perícias médicas, setores de Serviço Social e de Psicologia e de mediação de conflitos fa­miliares Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) e o de Justiça Restaurativa, que está sendo implantado, também integram essa lista.