Operação no aterro sanitário - nota máxima - Foto: Divulgação

Serviços em Guatapará e Jardinópolis receberam avaliação máxima em análise que avalia a estrutura, manejo e cuidados com o meio ambiente

Os centros de gerenciamento de resíduos (CGRs), mais conhecidos como aterros sanitários, de Jardinópolis e Guatapará, na região de Ribeirão Preto, receberam nota 10 em relatório divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) referente às análises feitas em 2017.

Os serviços receberam avaliação máxima no Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos (IQR), que avalia aspectos do manejo dos resíduos, como compactação e cobertura de terra, questões estruturais, como isolamento visual, e ainda os cuidados com o meio ambiente – drenagem de gases e proteção do lençol freático, por exemplo.

Os CGRs de Jardinópolis e Guatapará atendem 23 prefeituras e recebem diariamente 1.700 toneladas de resíduos. O aterro de Guatapará, além de fazer a gestão adequada dos resíduos, transforma parte do lixo em energia. Por meio de drenos, gases liberados pela decomposição do lixo, como metano e dióxido de carbono, são levados a uma usina e queimados, gerando energia capaz de abastecer uma cidade com 18 mil habitantes.

O IQR é divulgado anualmente, e os dois aterros mantiveram em 2017 a nota 10 obtida nas edições anteriores. Os centros de gerenciamento de resíduos são administrados pela Estre Ambiental, maior empresa de gestão de resíduos da América Latina. Todos os seis aterros da empresa no estado de São Paulo ficaram dentro da avaliação considerada adequada pela Cetesb, cuja nota mínima é 7. São eles, os serviços de Tremembé, com nota 10, e os de Piratininga (9,1), Paulínia (8,3) e Itapevi (8,5).

Selo Verde Azul para os municípios – O bom desempenho no relatório da Cetesb ajuda os municípios a obterem o Selo Verde Azul, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O certificado reconhece a boa gestão ambiental municipal e garante à prefeitura premiada uma preferência na captação de recursos do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). É o caso do município de Sertãozinho, que utiliza o aterro de Jardinópolis para destino do lixo doméstico e o aterro de Guatapará para o envio dos resíduos da construção civil.

O estudo da Cetesb verificou que 615 municípios paulistas, 96% do total do estado, dispõem seus resíduos sólidos urbanos de forma adequada, e 25, ou 4% da totalidade, ainda o fazem de forma incorreta. Em termos de quantidade, o inventário atesta que, no último ano, 98% do total das 40 mil toneladas diárias foram dispostas de forma adequada nos aterros. No ano anterior, esse índice foi de 97,4%.

Photo: Paulo Vitale