O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Fe­deral (STF), ministro Edson Fachin, disse na tarde desta quarta-feira, 7, que é “possível” que a Segunda Turma do STF julgue ainda neste ano um novo pedido de liberdade apresenta­do pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa de Lula entrou com um novo habeas corpus no STF depois que o juiz federal Sérgio Moro aceitou convite para ser ministro da “superpasta” da Jus­tiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). No habeas corpus, Lula quer que seja reconhecida a “perda da im­parcialidade” do juiz federal Sér­gio Moro, anulando-se todos os atos de Moro no caso do “triplex do Guarujá” e em outras ações penais que miram o petista.

“Eu vou aguardar o cumpri­mento dos prazos e a prestação das informações. Aí se tudo isso for feito adequadamente, é possível (julgar ainda neste ano)”, disse Fachin a jornalistas, ao chegar para a sessão plená­ria do STF desta tarde.

Na terça, Fachin decidiu que o pedido de liberdade de Lula será analisado pela Segun­da Turma do STF. O ministro também determinou que o Su­perior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e a 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba enviem esclareci­mentos sobre o caso em um prazo de até cinco dias.

Para os advogados do ex -presidente, Sérgio Moro agiu no caso de Lula “movido por interesses pessoais e estranhos à atividade jurisdicional, reve­lando, ainda, inimizade pesso­al” com o petista.