A maratona de 954 jogos em oito meses entre equipe das séries A, B, C começa neste sábado (14). Serão 380 jogos na A e mais 380 na B em dois turnos, em sistema de pontos corridos, e mais 194 na Série C, em dois turnos, quartas de final, semifinais e finais. Todas as séries serão compostas por 20 clubes cada uma e deverão envol­ver um mínimo de 1.800 atletas, sem contar as suas respectivas comissões técnicas.

Na série C, o começo da saga inclui Botafogo x Bragantino, às 19 horas, no Santa Cruz. O Bo­tafogo irá percorrer a distância de 7.751,2 km, contra 5.639,1 em 2017, um acréscimo 2.112,1 km de um ano para outro. “Acima de 700 km a CBF disponibiliza passagens rodoviárias e aéreas, inclusive coberturas das despesas de hospedagem e alimentação”, diz o jornalista esportivo Schu­bert Persin, autor da ‘Tabela do Schubert’ que registra todos os jogos das Séries A, C e da Segun­da Divisão Paulista.

A temporada 2018 tem no­vamente a expectativa de muito equilíbrio, de emoção à flor da pele até o apito final da última partida, no dia 2 de dezembro. No grupo do Pantera, o B, tam­bém conta com o Bragantino, Cuiabá, Joinville, Luverdense, Operário, Tombense, Tupi, Volta Redonda e Ypiranga. O Grupo A engloba clubes das regiões Norte, Nordeste e o Centro-Oeste.
A série C será disputada na primeira fase entre 14 de abril a 23 e não haverá inter­rupção do campeonato du­rante a Copa da Rússia, de 14 de junho a 15 de julho.

Em cada grupo, os times se enfrentam duas vezes em jogos de ida e volta, totalizando 18 ro­dadas. Com os quatro melhores de cada grupo avançando para a fase eliminatória. As duas piores equipes de cada grupo serão re­baixadas para a série D de 2019 e as quatro semifinalistas ganharão o direito de disputar a série B do ano seguinte.

Nessa fase, os quatro primei­ros colocados em cada grupo jogarão entre si dentro do grupo em turno e returno. A partir daí, o campeonato será disputado em sistema mata-mata. “Não haverá mais o critério de gol fora de casa como critério eliminatório nos confrontos de mata-mata”, explica Persin. Esta será a 29ª edição do Campeonato Brasileiro da série C terá o mesmo formato em vigor desde 2012.

Série A – Dizer que o Brasilei­rão é o campeonato de elite mais difícil do mundo é uma frase­-feita que se reafirma a cada ano. Isto porque mesmo com a con­centração de recursos para Co­rinthians, Flamengo e Palmeiras, os três times não são exatamente primores de administração, e o resultado é que na era dos pontos corridos apenas o Timão é domi­nante, com quatro títulos (entre eles o do ano passado), mas com Cruzeiro e São Paulo logo em seguida com três. O Fluminense venceu duas vezes, e Flamengo, Palmeiras e Santos fecham a lista de campeões. Portanto, sete ven­cedores em 15 temporadas.

Se compararmos com as principais ligas europeias, o equilíbrio brasileiro fica mais evidente. Na Espanha, foram quatro campeões no mesmo pe­ríodo (Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e Valencia). Na Itália, só três (Internazionale, Milan e Juventus). Na Inglaterra, cinco (Manchester United, Ar­senal, Manchester City, Chelsea e Leicester City). E na Alemanha também cinco (Bayern, Borus­sia Dortmund, Wolfsburg, Stut­tgart e Werder Bremen), mas com o time de Munique levan­do nove títulos.

A preocupação crescente dos clubes brasileiros com uma “es­panholização” tem dois lados. O primeiro é o inevitável, pois com Flamengo e Corinthians receben­do cada vez mais dinheiro e com o Palmeiras tendo um saco sem fundo de patrocínio, essa situação pode realmente acontecer. Mas ao mesmo tempo o passivo de dívidas da maioria dos chamados “clubes grandes” vez por outra co­bra o preço, obrigando potenciais favoritos a fechar torneiras de in­vestimento. E isso levou Timão, Verdão, Vasco, Botafogo, Atléti­co-MG e Grêmio para a Série B recentemente.