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O clube secreto das ‘Borboletas’ – Tribuna Ribeirão

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O clube secreto das ‘Borboletas’

Patrícia Gentil

Informativo, divertido, te­rapêutico e dinâmico. Essas são as principais característi­cas do Clube da Borboleta, um grupo fechado de uma rede social, somente para mulhe­res, com quase 60 mil parti­cipantes, idealizado por uma fotógrafa de Ribeirão Preto.

Fabíola Medeiros criou um grupo em 2012 para di­vulgar seu trabalho como fo­tógrafa. Na época se chamava Entre Borboletas e Cegonhas. Como as pessoas passaram a questionar sobre vários as­suntos, ela resolveu mudar o nome e expandir para todas as idades e assuntos.

Hoje, o Clube tem 80% das participantes de Ribeirão Pre­to e as demais são de cidades da região, outros estados e até países. “Recebemos mensa­gens do Japão e Austrália, por exemplo. Temos mulheres de vários lugares”, diz. Para con­trolar a euforia feminina, hoje o Clube conta 18 administra­doras e 33 moderadoras, além de um manual com regras para participação.

“Fazemos uma eleição entre as moderadoras e as borbole­tas, porque nenhuma posta­gem fica sem resposta. Então, as borboletas mais proativas passam a ser moderadoras. Elas estão sempre abastecendo o Clube”, explica Fabíola.

A principal regra: nenhum homem pode participar do Clube! E Fabíola garante que já recebeu o pedido de muitos homens (curiosos). “Vários tentaram entrar, mas é exclu­sivo de mulheres. Tem muitos maridos que ficam bravos e com ciúmes, mas têm outros que até apoiam a participação das esposas”.

O Clube serve como canal para discutir assuntos relacio­nados à maternidade, empre­go, relacionamento, beleza, além de proporcionar troca de dicas, contatos e até mesmo divulgação de trabalho. Sem fins lucrativos, para participar do Clube basta apenas seguir na rede social, mas qualquer postagem passa pela aprova­ção das administradoras.

“Não cobramos nada para divulgar o trabalho de alguém, mas fazemos como uma troca. Por exemplo, se você tem uma loja e quer divulgar, você preci­sa oferecer algo em troca para as borboletas. Se não tiver algo para oferecer, existe uma taxa, mas que é revertida para ações em prol das borboletas. Todos os eventos que fazemos ninguém paga nada”, esclareceu Fabíola.

A fotógrafa contou que a energia e a corrente do bem do Clube é algo inexplicável. Segundo Fabíola, as parti­cipantes se ajudam entre si, causando uma mobilização imensa. “Uma vez teve uma borboleta que estava precisan­do de um vídeo cassete para o filho que é autista. Outra bor­boleta de uma cidade vizinha foi até a casa dela entregar um vídeo cassete. Então, são essas ações que fazem a existência do Clube valer a pena”, disse.

Inclusão – Fabíola contou que o Clube proporcionou in­clusão das mulheres casadas e mães que não sabiam nem usar as redes sociais. De acordo com a idealizadora, as casadas ficam às margens da sociedade, eram isoladas e só participavam de assuntos relacionados aos filhos. “Ela era mãe e não era mais nada. Não frequentava nenhum lugar, só era chamada para fes­tas infantis. Hoje, no Clube podemos ver o quanto elas são importantes. Elas têm acesso a tudo, discutem e participam. A inclusão da dona de casa é o que mais chama atenção”.

Novo canal – Fabíola criou um novo canal de comunicação dentro do Clube da Borboleta. É um canal de vídeo aberto para discutir um assunto pre­viamente escolhido. Quatro borboletas sempre participam para debater com outras borbo­letas. “Perguntamos o que elas gostariam que fosse discutido e abrimos o canal. Acontece toda quarta-feira, à noite”.

Sobre os temas, Fabíola foi enfática ao dizer que a criação dos filhos e cirurgias plásti­cas são os preferidos e os que mais causam polêmicas. “Elas querem saber opinião em como lidar com alguma atitu­de do filho ou o que fazer em determinada situação. Temos sempre opiniões contrárias e já tivemos muitas brigas. Por­que é um monte de mulher querendo dar palpite, então tem que saber conversar com todas”, brincou Fabíola.

Para a fotógrafa, o Clube só tem acrescentado em sua vida pessoal e profissional. “Aumentou muito minha rede de conhecidos e consequen­temente meu trabalho como fotógrafa. Mas o Clube é enri­quecedor para a vida pessoal. Vemos como existe mobiliza­ção quando alguma borboleta precisa de ajuda”.

 

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A IDEALIZADORA Fabíola Medeiros conta sobre o Clube da Borboleta

 

 

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