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Ônibus não vão circular na sexta-feira – Tribuna Ribeirão

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Ônibus não vão circular na sexta-feira

O transporte público não vai funcionar nesta sexta­-feira, 28 de abril. Quem ga­rante é João Henrique Bueno, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas do Transporte Urbano de Ribei­rão Preto (Seeturp). Segundo ele, a categoria aderiu à greve geral marcada para depois de amanhã, em protesto contra “a reforma na Previdência, a precarização do trabalho e a reforma trabalhista”.

Bueno destaca que o sindi­cato, que representa os cerca de 800 motoristas de ônibus em­pregados nas três empresas que formam o Consórcio PróUrba­no, possui elevada representati­vidade (80% dos trabalhadores são sindicalizados) e por isso ele acredita em adesão de 100% dos condutores do transporte cole­tivo de Ribeirão Preto –operam 340 linhas de ônibus.

De acordo com Bueno, a ini­ciativa de convocação da greve geral para sexta-feira partiu da Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado de São Paulo e foi encam­pada por várias outras entidades, ganhando conotação nacional. O consórcio deve se manifestar a respeito nesta quarta-feira (26).

 
Ato público em RP será na esplanada

O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto (SSM/RP) protocolou nesta terça-feira (25), na prefeitura, pedido de autorização para uso da Esplanada do Theatro Pedro II na manhã de sexta­-feira (28), das nove ao meio­-dia. No local haverá um ato de protesto contra as refor­mas da Previdência e traba­lhista, em discussão no Con­gresso Nacional. A entidade, que encerrou na semana passada a mais longa greve da história do funcionalismo público, conta com a partici­pação da categoria, mas não pode impedir que o dia seja descontado dos salários.

Lideranças de várias enti­dades de classe que represen­tam os servidores do Judiciário também devem participar. On­tem houve protesto em frente ao Fórum Estadual de Justiça de Ribeirão Preto. Os atos são uma espécie de ”aquecimento” para o que vem por aí, quan­do sindicatos e entidades de classe de vários segmentos prometem uma mobilização nacional contra as reformas da Previdência e trabalhista e a terceirização, pretendidas pelo atual governo. O movimento em Ribeirão Preto é capitane­ado principalmente pela Asso­ciação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Assojuris) e pela Asso­ciação dos Oficiais de Justiça de São Paulo (Aojesp).

O Palácio do Planalto também está preocupado e, por isso mesmo, monitoran­do as mobilizações das dife­rentes categorias, por conta da greve geral convocada por várias centrais sindicais. O governo estuda, inclusive, cortar o ponto dos grevis­tas. Ainda não há uma ideia exata do número de pessoas que poderão ir para as ruas nesta sexta-feira nem do tamanho das manifestações que poderão ser realizadas no Primeiro de Maio, segunda­-feira que vem.

 
Reajuste de salário vai refletir na tarifa

O Sindicato dos Emprega­dos em Empresas do Trans­porte Urbano de Ribeirão Pre­to (Seeturp) já encaminhou à entidade patronal (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Ribeirão Preto, a Transurb) a pauta de reivindicações da categoria, cuja data-base é 1º de maio. Os principais itens são rea­juste salarial de 9,69% -4,69% de correção inflacionária com base no Índice Nacional de Pereços ao Consumidor (INPC) mais 5% de aumento real, rea­juste de 8,02% no vale-alimen­tação – passando dos atuais R$ 648 para R$ 700, aporte de R$ 52 – e manutenção do convênio médico. Segundo o presidente João Henrique Bueno, uma primeira reunião de negociação será realizada semana que vem.

No ano passado, os mo­toristas conseguiram reajus­te de 8% – o salário saltou de R$ 1.975,52 para R$ 2.133,56, aporte de R$ 158,04. O vale­-alimentação passou para R$ 648 e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi para R$ 1,08 mil por ano. O au­mento teve reflexo no valor da tarifa de ônibus, já que a folha de pagamento das empresas compõem o rol de itens e in­sumos para definição do preço da passagem. O valor saltou de R$ 3,40 para R$ 3,80, em 31 de julho, 11,7% a mais. O con­trato de concessão do trans­porte prevê reajuste da tarifa nesta data.

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