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Palácio Rio Branco faz 100 anos com goteiras e forros podres – Tribuna Ribeirão

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Palácio Rio Branco faz 100 anos com goteiras e forros podres

 

Importante patrimônio cul­tural da cidade, o Palácio Rio Branco, sede do Executivo Muni­cipal, completou 100 anos no dia 26 de maio sem motivos para co­memoração. Isto porque, a ação do tempo, a falta de manutenção e de restauração do imóvel pro­vocaram estragos consideráveis. O Palácio Rio Branco abriga as secretarias de Governo e Casa Civil – responsável pela Assesso­ria Técnica Legislativa (Astel) e as coordenadorias de Metas e dos Conselhos Municipais, Coorde­nadoria de Comunicação Social além do gabinete do prefeito.

Os principais problemas do prédio estão no telhado e no for­ro que em vários locais apodre­ceram causando muitas goteiras nos dias de chuva. As infiltrações também provocaram problemas nas paredes internas de várias sa­las do térreo e do porão.

O imóvel possui ainda várias rachaduras, infestação de cupins e janelas e pisos quebrados. Até as caixas de som do Salão Nobre ficam cobertas com sacos plásti­cos pretos de lixo para evitar da­nos. A última reforma realizada no imóvel ocorreu há 25 anos, em 1992, na gestão de Welson Gasparini (então no já extinto PDC, hoje no PSDB). O local também não tem equipamentos de acessibilidade.

Para viabilizar recursos para a restauração do Palácio, a admi­nistração municipal busca a junto ao Ministério da Cultura a libera­ção da verba de R$ 9,2 milhões. A proposta é que a restauração seja contemplada pela Lei Rouannet, que permite investimento da ini­ciativa privada em troca de incen­tivo fiscal – renúncia de impostos por parte da prefeitura.

Entretanto, qualquer inter­venção no local depende de au­torização do Conselho de Pre­servação do Patrimônio Cultural (Conpacc, órgão municipal) e do Conselho de Defesa do Patri­mônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

 

Na década de vinte, imóvel era centro das decisões políticas
Inaugurado em 26 de maio de 1917, no auge da produção cafeeira, o Palácio Rio Branco foi o palco das decisões políticas mais importantes de Ribeirão Preto e, em muitos momentos, do Brasil. Grande parte da história foi escrita nos corredores, sa­guões, salões, porões e até na escadaria do palacete.
O nome escolhido para o palácio foi uma homenagem ao Ba­rão do Rio Branco, falecido em 1912, que também ganhou uma homenagem na praça que fica em frente. No início do século 20, o poder conferido aos coronéis do café da cidade, que tinha a maior produção cafeeira do mundo, era exercido no interior dos salões do prédio. O prédio foi sede de todo o governo municipal (Câmara e prefeitura) até 1956, quando o Legislativo foi transferido para onde hoje fica o Museu de Arte de Ribeirão Preto (Marp), na rua Barão do Amazonas, em frente à praça Carlos Gomes.
O prédio tem 600 metros quadrados de área (e 1.800 m2 de construção) e apresenta características do barroco e do neo­clássico. Possui três pavimentos – porão, térreo e pavimento superior. Algumas pessoas garantem ter visto fantasmas de ex­-prefeitos e até do barão no local – a “passagem secreta” entre a copa e o gabinete do prefeito ainda existe.

 

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