Com maioria favorável a entrar em campanha pelo candidato do PT a presidente da República, Fernando Haddad, o Solidariedade tende a liberar a bancada de parlamen­tares e seus filiados no segundo turno da eleição presidencial, em que o petista confronta o depu­tado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A executiva nacional do Solidarieda­de vai se reunir nesta quarta-feira, às 10h, para tomar a decisão num hotel em São Paulo. “Eu acho que tem gente de todo lado, uma maioria pró-Haddad. Mas acho que o melhor caminho para o partido é liberar. A ideia que eu tenho é encaminhar a proposta de liberar. Quem quiser ajudar o Haddad vai ajudar, sem ter obrigação de apoiá-lo”, disse à re­portagem o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), reeleito no domingo.

Partido Novo
O partido Novo informou na manhã desta terça-feira, 9, que não deve apoiar ninguém no segundo turno das eleições presidenciais, que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). “O Novo não apoiará nenhum can­didato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas”, diz nota da legenda enviada à imprensa. Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do partido, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos). Na segunda-feira, 8, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Amoêdo chegou a elogiar o econo­mista Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do capi­tão reformado. “Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais.

PP também
Na mesma linha do Partido Novo, o PP informou na manhã desta terça-feira, 9, que não deve apoiar nenhum candidato no segundo turno das eleições 2018, a serem decididas pelos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O PP disse que terá postura de “absoluta isenção e neutralidade” “O eleitor quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha”, diz o documento. A sigla destaca ainda que deseja contribuir com o futuro governo – o partido elegeu 37 deputados federais e cinco senadores. Na segunda-feira, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido deve anunciar o que está chamando de “apoio crítico” à candidatura de Fernando Haddad (PT), no segundo turno. No mesmo dia, a executiva nacional do PSOL oficializou apoio ao petista. O PSDB, o PPS e o PSB ainda terão reuniões entre terça e quarta-feira (dias 10 e 11) para decidir qual posicionamento adotar. Na noite de ontem, vários partidos tinham reunião marcada para deci­dir participação no segundo turno.