Vinícius Pinotti deixou a função de diretor de Futebol do São Paulo nesta quarta-feira. O diretor pediu demissão por divergências com o presidente Carlos Augusto de Barros e Sil­va, o Leco. Ainda não há defini­ção sobre o substituto.

A principal razão do desen­tendimento teria sido o futuro de Lucas Pratto. Sem o conhe­cimento do diretor de futebol, o presidente teria conversado com dirigentes do Cruzeiro so­bre uma possível transferência do argentino, o que intensificou o atrito que vinha acontecendo por decisões que envolviam a diretoria de futebol.

Pinotti assumiu o cargo, que é remunerado, no mês de maio. Antes disso, foi diretor de ma­rketing do São Paulo entre 2015 e 2016. O ex-dirigente passou a ter mais contato com o clube ao ajudar na contratação do ar­gentino Centurión e emprestar R$ 14 milhões, quando o São Paulo ainda era presidido por Carlos Miguel Aidar. Logo de­pois desta contribuição, Pinotti passou a ser o responsável pelo marketing são-paulino.

Mesmo antes de ser empos­sado para o cargo, Pinotti passou a ter participação no futebol são­-paulino, ao atuar na negociação para trazer Rogério Ceni como técnico e auxiliar no planeja­mento do time para a tempora­da 2017. Empresário no ramo de cosméticos, o dirigente acu­mulou rusgas com a cúpula são­-paulina ao longo da temporada e optou por deixar o cargo mesmo antes de anunciar oficialmente contratações para 2018.

Com a saída de Pinotti, a tendência é que o São Paulo busque um ex-jogador e que tenha experiência com gestão para o cargo de diretor executi­vo de futebol. Esse perfil tem a ver com a grande desconfiança que havia em relação ao nome de Pinotti, que não era da área e assumiu o futebol – e sempre foi pressionado por causa disso.

O favorito a assumir o car­go é Raí. Membro de Conse­lho de Administração e ídolo da torcida, o ex-jogador tem a confiança de Leco e se encaixa no perfil. O clube deve procu­rar Raí para verificar esta pos­sibilidade. Cafu e Zetti são no­mes que também já vem sendo falados no Morumbi.

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