O delegado Claudio Salles Jú­nior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, e peritos do Instituto de Crimina­lística retornaram na residência localizada na rua Alfonso Schimi­dt, no Parque Banderirantes, Zona Lesta da cidade, onde Fernanda Aparecida Delarice, de 36 anos, foi assassinada em 30 de março pelo marido Otávio Rodrigo Dias da Silva, também de 36 anos, segun­do resultado da investigação. A faca usada no feminicídio foi apre­endida na gaveta de um cômodo.

O agente químico luminol, que reage ao sangue quando ex­posto à luz ultravioleta, foi apli­cado no ambiente e utensílios do imóvel que estava, sob deter­minação da Justiça, preservado para futuras perícias. O principal e único suspeito continua foragi­do. Além do feminicídio, o em­presário Otávio Rodrigo Dias da Silva é acusado de assassinar um desafeto em legítima defesa, por isso não estava preso.

Segundo informações da Polí­cia Civil, a perícia realizada na re­sidência do casal na manhã desta sexta-feira aponta que Fernanda Delarice foi morta em cima da cama do casal. Com a aplicação de luminol, os peritos encontraram manchas de sangue por todo o cômodo, principalmente em cima do colchão. O delegado Cláudio Salles Júnior diz que a porta do box do banheiro estava arrombada, provavelmente porque o casal es­taria brigando e a vítima procurou refúgio para escapar do assassino. A motivação do crime não foi es­clarecida, ainda.

Antes da fuga, Otávio Rodrigo Dias da Silva limpou, como pôde, a cena do crime e retirou o equipa­mento que registra em gravações as imagens das câmeras de segu­rança do imóvel. A principal linha de investigação é que o suspeito tenha fugido para o Estado de Mi­nas Gerais com o carro que Fer­nanda Delarice havia comprado.

O corpo da publicitária foi encontrado carbonizado na área rural de Jardinó-polis. Apesar de o Instituto Médico Legal (IML) ainda não ter divulgado o resul­tado do exame DNA, a família reconheceu uma tatuagem no pé da vítima.

O delegado informou ain­da que não há dúvidas de que o autor é o marido. Ele está com a prisão preventiva decretada e é considerado foragido.

Ainda segundo Cláudio Sal­les, a polícia já identificou (mas não revelou o nome) de quem ajudou o empresário. As inves­tigações indicam que ele matou a mulher a facadas e enrolou o corpo em um tapete para trans­portá-lo. Otávio Rodrigo Dias da Silva foi indiciado por feminicí­dio e ocultação de cadáver.