O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (7) o reajuste salarial de 16,38% dos minis­tros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do procurador-geral da República. O salário dos magistrados hoje é de R$ 33,7 mil e passará a ser de R$ 39,2 mil. A votação terminou com o seguinte placar: 41 senadores a favor do reajuste, 16 contrários e uma abstenção.

O projeto entrou na pauta após o presidente da Casa, Euní­cio Oliveira (MDB), colocar em votação e aprovar um requeri­mento pedindo a inclusão do reajuste do judiciário em caráter de urgência, na noite anterior. A proposta fora aprovada na Câmara dos Deputados e esta­va parada na Comissão de As­suntos Econômicos do Senado havia dois anos. Após aprova­ção no Senador, a proposta vai passar pelas mãos do presidente Michel Temer.

Segundo estudos técnicos do Senado, o impacto nas contas públicas causado pelos reajustes pode chegar a R$ 6 bilhões por ano graças ao chamado “efeito-cascata”. Isso porque as funções de ministro do STF servem de parâmetro para os salários de todo o Judiciário, como juízes, desembargadores e membros do Ministério Público em todas as instâncias.

O senador Cristovam Buar­que (PPS-DF), durante a defesa do seu voto contrário ao aumen­to, chegou a alfinetar o presi­dente do Senado por ter posto o projeto de lei na pauta, quando algum membro da Casa pediu que o microfone do senador ti­vesse o volume aumentado. Em tom de brincadeira, Cristovam disse a Eunício: “Presidente, por favor, não é possível que se tenha aumento de salário e não se te­nha aumento de volume”.

No STF
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nes­ta quarta-feira, 7, ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para encontro com o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que os desafios do Brasil são muito grandes, “enormes”. Diante desses de­safios, Bolsonaro afirmou que tomará as decisões de forma melhor embasada possível. “Não podemos errar, apesar de sermos humanos”, disse.