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Ribeirão Preto completa 161 anos com desafios em áreas essenciais

Ribeirão Preto chega aos161 anos com importantes desafios a serem vencidos. Os principais são retirar a cidade das páginas policiais, resultado da Operação Sevandija que descobriu cor­rupção nos poderes Executivo e Legislativo durante a admi­nistração da ex-prefeita Dárcy Vera, resolver problemas nos setores da saúde e da infraestru­tura e transformar a Região Me­tropolitana, recentemente cria­da, em um instrumento efetivo de desenvolvimento regional.

Importante pólo regional, Ribeirão Preto vive um para­doxo comum a muitos muni­cípios brasileiros. Apesar de sua pujança e desenvolvimento econômico, enfrenta problemas básicos de infraestrutura viária com ruas e avenidas totalmente esburacadas. Só para exempli­ficar, no final de 2016 a admi­nistração municipal estimava 50 mil buracos em ruas e avenidas. Este ano, segundo dados da atual gestão, já foram fechados cerca de 22 mil. Isso não sig­nifica que a quantidade tenha diminuído, já que diariamente novos buracos surgem no meio do caminho.

A saúde também é um dos setores com muitas reclamações dos usuários. Os problemas vão da demora no atendimento à falta de leitos na rede pública hospitalar. Segundo relatório da Secretaria Municipal da Saúde, os pacientes chegam a esperar até três anos por uma consulta com especialista ou por uma cirurgia eletiva. As especialidades com maior tempo de espera são proc­tologia, 35 meses; uroginecologia, 28 meses; cirurgia ginecológica, 28 meses e ortopedia hospitalar, com espera de 24 meses.

Enquanto tenta resolver os muitos problemas caseiros, agra­vados pelo endividamento da Prefeitura e pela crise econômi­ca do país, a atual administração municipal também busca unir forças com os outros municípios para implementar a Região Me­tropolitana de Ribeirão Preto, criada oficialmente pelo governo paulista no ano passado.

A Região Metropolitana de Ribeirão Preto é composta por 34 municípios: Altinópolis, Barri­nha, Batatais, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guariba, Guatapará, Ja­boticabal, Jardinópolis, Luis An­tônio, Mococa, Monte Alto, Mor­ro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Pradópolis, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho, Taiuva, Tambaú e Taquaral.

Para o prefeito Duarte No­gueira (PSDB), presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, a par­tir de agora a implementação de projetos e ações para vários setores como saúde, segurança e transporte precisam ser pensados de forma regional.

“Nossa Região Metropolitana é a sexta do Estado de São Paulo, a 18ª do País, a mais jovem a ser instalada no Brasil, e temos uma grande responsabilidade em fa­zer dela ativa, atuante, inovadora e com muitas realizações. Só o presidente e o vice do Conselho são incapazes de ter êxito nessa empreitada, precisamos do apoio de todos os prefeitos e prefeitas para alcançar este objetivo”, afir­ma Nogueira. A primeira ação do Conselho de Desenvolvimen­to da Região Metropolitana foi a instalação do Gabinete Metropo­litano de Segurança Pública em Ribeirão Preto.

O presidente da Acirp – Associação Comercial e In­dustrial de Ribeirão Preto –, Dorival Balbino, também é um entusiasta dos benefícios que a Região Metropolitana de Ribei­rão Preto poderá proporcionar. “Ela é um instrumento impor­tante para trazer mais recursos estaduais que virão beneficiar os municípios que a compõem. Além disso, a Região tem poder de discutir questões e realizar esforços que impactam toda a região como transporte, re­cursos hídricos, concessões públicas, segurança, educa­ção e infraestrutura”, afirma.

 

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