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Vice-prefeito quer reduzir população de rua em 30%

O vice-prefeito de Ribeirão Preto e secretário municipal de Assistên­cia Social, Carlos Cezar Barbosa, fala dos planos da Semas em relação aos moradores de rua. Promotor de Justiça há três décadas, ele tem ampla experiência na área de assistência social, tendo atuado, no Ministério Pú­blico Estadual (MPE), nas áreas de defesa do consumidor, da pessoa com deficiência e da pessoa idosa. O secretário anunciou na última semana a ambiciosa meta de reduzir em 30% a população que vive nas ruas e praças até o final do ano.

Tribuna – Profissionais que atuam com a população de rua são unâni­mes em afirmar que nos últimos dois anos, com a crise econômica, o núme­ro de sem-teto explodiu. Fala-se em mais de mil pessoas vivendo ao relen­to na cidade. Qual é a estimativa da Semas sobre o número de moradores de rua de Ribeirão Preto? Quais os locais de maior concentração?
Carlos Cezar Barbosa – Nesta semana realizamos um fórum de discussão sobre o tema. Uma das prioridades elencadas é a urgente realização de um sen­so de moradores em situação de rua. O trabalho já começou e está sendo rea­lizado pelo Instituto Limite, que firmou parceria com a Semas para abordagem social dessas pessoas. Em breve teremos um dado seguro para divulgar. Sabe­mos que os maiores pontos de concentração estão em algumas praças públicas, como a “Schmidt” e a “Santo Antônio”, viadutos da avenida dos Bandeirantes, o entorno da Rodoviária e alguns locais da zona norte.

Tribuna – Quais os equipamentos/instrumentos que a Semas dispõe para atender esse segmento desfavorecido de nossa população? Qual é e como é a atuação da Semas?
Barbosa – A Semas possui uma equipe de abordagem especializada, cujo objetivo é o de oferecer acolhimento na Casa de Passagem ou trata­mento para drogadição nas clínicas conveniadas com o Cartão Recomeço. A Casa de Passagem tem a missão de trabalhar eventuais vínculos familiares do assistido, para que ele retorne ao seio da família ou prepará-lo para o mercado de trabalho.

Tribuna – A opinião pública geralmente associa morador de rua a alcoó­latra/viciado em droga, mas voluntários de ONG`s tem encontrado vivendo em praças pessoas que viraram sem-teto depois de perder o emprego e ser despejado de casa. Isso é verdade? A Semas já constatou isso? Qual o perfil do morador de rua de Ribeirão Preto?
Barbosa – Muitas são as causas que levam pessoas a morar nas ruas, den­tre elas podemos destacar o desemprego e o consequente problema financeiro, desavenças familiares, doenças psiquiátricas fora de controle, alcoolismo crôni­co, uso constante de drogas, principalmente o crack, dentre outras. Há também aqueles que se transformam em moradores em situação de rua por opção.

Tribuna – Se um morador de rua tem o desejo de se afastar do álcool e/ou drogas e se reerguer, quais as opções dele? O que a Semas oferece a quem quer sair das ruas?
Barbosa – Ele pode procurar um de nossos Creas ou a própria Casa de Passagem, antiga Cetrem, que nossos profissionais farão o encaminha­mento necessário.

Tribuna – Após o simpósio dessa semana, o sr. anunciou a meta de re­duzir em 30% a população de rua até o final do ano. Como conseguir isso?
Barbosa – A proposta é o desenvolvimento de um trabalho em rede, en­volvendo Assistência Social, Saúde, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e as ONG’s que têm por objetivo prestar assistência a moradores em situação de rua. Somente o trabalho em rede, desburocratizado, pode dar uma res­posta rápida para o problema. A Assistência Social faz a abordagem e ofere­ce acolhimento e a Saúde oferece o tratamento necessário aos portadores de transtornos mentais e usuários de droga.

 

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