Duarte Nogueira * 
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Chegamos no sábado, dia 10, aos primeiros 100 dias deste segundo mandato. Caminhamos já para completar os primeiros quatro meses de governo. E é nos primeiros meses que a gestão mostra a que veio, dá indicativos do que é capaz de fazer ao longo dos quatro anos. E vivemos um período bem difícil neste início de segundo mandato. Arrisco-me a dizer que está sendo um dos piores tempos para os gestores públicos, que precisam tomar decisões difíceis e adotar medidas que desagradam parte da população. Não tivemos, eu e outros gestores, qualquer alternativa menos amarga. 
 
Por bom senso e responsabilidade, tivemos que escolher preservar vidas, mesmo que pudesse ocorrer redução da atividade econômica, com diminuição temporária de renda e até sacrifício de postos de trabalho. Tomo decisões sempre depois de ouvir técnicos e especialistas, principalmente da área da saúde e da ciência e decido sempre em favor da saúde, da vida. Com pessoas saudáveis é possível retomar a economia, fomentar novamente o desenvolvimento, o crescimento econômico, para que novas oportunidades sejam oferecidas. 
 
Nosso foco maior foi, claro, a saúde. Mas não deixamos de lado todas as demais ações inerentes à administração municipal. Seguimos com investimentos em obras – notadamente as de mobilidade -, trabalhamos para organizar a educação, o esporte, a cultura, a assistência social, os transportes, o meio ambiente e inovação. Também avançamos em ações do Daerp e da Transerp. Estamos realizando uma reforma administrativa com o objetivo de garantir mais economia aos cofres públicos e valorizar o servidor público de carreira. 
 
Porque temos certeza da normalização, mesmo que gradativa, da vida em sociedade. Quando a imunização atingir a todos, quando finalmente vencermos esta pandemia que assola a todos, vamos precisar de todo o sistema em perfeito funcionamento. A sociedade terá suas demandas atendidas por uma máquina pública ágil em função dos cuidados que recebe agora, enquanto a doença atinge a uma grande parte da humanidade e deixa a outra parte temerosa, intranquila. 
 
A nossa luta maior nesse período é a busca por vacinas. Destinamos a maioria de nossas energias para conseguir doses de imunizantes que nos levem a vacinar de forma cada vez mais rápida. Os bons resultados da vacinação mostram que é este o caminho. Mas ao mesmo tempo precisamos garantir estrutura de atendimento médico e hospitalar enquanto não conseguimos vacinar a todos. E quem acompanha as notícias da nossa cidade e região sabe que temos conseguido manter os atendimentos e assegurar as vagas necessárias à internação. 
 
No último dia 7, fiz um rápido relato, durante uma entrevista coletiva de imprensa, para mostrar o que tivemos de fazer nestes primeiros meses de 2021. No dia 1º de janeiro tínhamos na cidade 72 leitos de UTI para covid-19 ativados. Chegamos a 314, com ocupação superior a 92%. Eram 76 os leitos de enfermaria para covid-19. Elevamos o número para 416 no dia 7 de abril e hoje temos 389 porque o número de internados, felizmente, vem diminuindo e temos ocupação na faixa de 70%. 
 
Tínhamos um Polo Covid. Hoje temos outro Polo Covid na UBDS Central e atendimentos também nas UPAs Norte e Oeste. Duplicamos a nossa estrutura de oxigênio. Nas UPAs, tínhamos 800 metros cúbicos, hoje temos 1.600 metros cúbicos. No hospital Santa Lydia, o reservatório era de 5 mil metros cúbicos. Agora é de 9 mil metros e ainda temos três cascatas de torpedos com capacidade de reserva para funcionamento do hospital por de 48 horas. Em 2019 eram 19 os leitos de Covid-19 no Santa Lydia e hoje são 39, além de outros leitos adquiridos de hospitais privados. 
 
Este é o nosso trabalho em variadas frentes nesses 100 dias. Sem deixar ninguém pra trás. 
 
* Prefeito de Ribeirão Preto