A coleta da solidariedade!

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A abertura da Semana Santa acontecerá no próximo domingo, dia 14 de abril, quando, na Igreja Santo Antoni­nho, Pão dos Pobres, celebraremos no átrio a “Bênção dos Ramos”, às nove horas. Logo a seguir caminharemos em procissão ao interior de nossa igreja, para a celebração euca­rística, na avenida da Saudade nº 202, nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto.

Com o Domingo de Ramos, descortina-se a Semana San­ta em que a Igreja católica celebra os mistérios da salvação levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a começar pela entrada messiânica em Jerusalém. Os ramos abençoados que levamos para nossas casas, após a celebração, lembram que estamos unidos a Cristo na mesma doação pela salvação do mundo, na labuta árdua contra tudo o que destrói a vida.

Se durante a quaresma fizemos o propósito de “não falar mal de ninguém”, o Domingo de Ramos que abre a grande Semana Santa nos convida ao balanço: conseguimos não falar mal de ninguém ao longo deste grande deserto em prepara­ção à festa da Páscoa? Os pregos de hoje, que crucificam Jesus na pessoa do próximo, é frequentemente a língua felina, que mente, calunia, difama, destrói a oportunidade de o outro crescer. Muitas vezes por pura inveja. Quantas vezes não suportamos que o outro seja melhor!

É também o domingo da prestação de contas de todos os nossos exercícios quaresmais de oração com melhor quali­dade, de jejum consciente, pensando naqueles que não têm o que comer todos os dias e, finalmente, a profunda, sincera e generosa caridade! Sejamos honestos e devolvamos, no espíri­to da coleta da Solidariedade, os frutos saborosos colhidos em benefício dos que tem menos do que nós.

A entrega de nossa partilha deverá ser o que na verdade deixamos de consumir na quaresma. O resultado da coleta será entregue integralmente na Cúria pelos padres ou colabo­radores paroquiais. Ninguém terá o direito de reter qualquer centavo desta, que é a coleta da fraternidade.

Não deixemos que nenhum “tráfico corrupto” desvie a coleta de sua verdadeira finalidade! Isso seria feio e grave pe­cado contra a justiça! Fraternidade e políticas públicas conta com nossa honestidade! “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Cf. Is 1,27). Como viver a profecia contra as injusti­ças políticas e sociais, se nós mesmos não formos honestos na destinação total da coleta da solidariedade?

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