A fila da testagem na UPA da 13 de Maio

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ALFREDO RISK

A Secretaria Municipal da Saúde passou a testar pacientes com sin­tomas leves de síndrome gripal para o novo coronavírus neste mês, em Ribeirão Preto. A medida fez a procura por testes crescer o Polo Novo Coronavírus (Covid-19), e nesta sexta-feira, 22 de maio, muita gente enfrentou uma longa fila à espera de atendimento.

A cidade implantou o polo em 1º de abril, para atendimento exclusivo de pacientes com sintomas da covid-19. A estrutura foi montada na Unidade de Pronto Atendimento Doutor Luis Atílio Losi Viana, a UPA da Treze de Maio, no Jardim Paulista, Zona Leste, e realizou, no primeiro mês de funcionamento, 1.690 atendimentos. Em apenas 21 dias de maio, porém, já foram, atendidas 1.834 pessoas, 144 a mais, aumento de 8,5% no movimento.

No total, o Polo Covid-19 recebeu 3.524 moradores até quinta-feira (21), com média diária de 69 pacientes. No mês passado, 971 casos foram resolvidos na tenda (57,4% do total), 1.462 tinham sintomas leves (86,5%), outros 151 eram moderados (8,94%) e em 77 era grave (4,56%). A média ficou em 56 por dia. Neste mês, 1.613 pessoas apresentaram quadro leve (87,94%), em 124 era moderado (6,76%) e o estado de saú­de de 97 munícipes era grave (5,3%). A média é de 87 pacientes por dia.

Ribeirão Preto já tem 19 óbitos neste ano por síndrome respiratória aguda grave (Srag), mas 17 são decorrentes do novo coronavírus – no Boletim Epidemiológico, datado de sexta-feira (15), não constam as três últimas mortes. A cidade também 115 casos confirmados de Srag, mas 105 são de Sars-Cov-2 (coronavírus) – 27 de março, 42 de abril e 34 de maio. Os outros dez são de influenza: cinco de Flu B, três não identificados (“Srag A não subtipado”), um de H3N2 e um de H1N1.

Quatro destes casos resultaram em mortes, um pelo vírus H3N2, outro pelo Flu B e dois não identificados (“não subtipado”). Em 2020, a Secretaria da Saúde recebeu 624 notificações de Srag. No ano pas­sado inteiro foram 273, contra 346 de 2018. Ribeirão Preto fechou 2019 com 13 mortes por Srag. Foram sete óbitos por H1N1, quatro por H3N2 e dois não subtipados. Em pouco mais de cinco anos, Ribeirão Preto acumula 76 óbitos por Srag – outra morte atribuída à dengue aguarda o resultado do exame.

Até esta sexta-feira, Ribeirão Preto tinha 49,3% dos 75 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento de pacientes com o novo coronavírus ocupados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A taxa é a maior já divulgada pela prefeitu­ra. Nos leitos de enfermaria, a taxa de ocupação é de 26,3% dos 171 leitos disponibilizados exclusivamente para pacientes com a covid-19. Até esta quarta-feira (20), a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com coronavírus no município era de 38,4%. Na enfermaria, 28,5% estavam ocupados.