Iniciamos ontem, quarta-feira, a vacinação de idosos com 60, 61 e 62 anos. Com essa etapa encerramos a vacinação de grupos prioritários por idade, mas temos outros grupos que precisam ser priorizados para receber a imunização. Teremos, ao final do atendimento deste grupo, vacinado todas as pessoas acima de 60 anos de idade que procuraram os postos para receberem suas doses. Também foram vacinados profissionais da saúde, da segurança e da educação. Até o final da tarde de terça-feira, dia 4, foram 188.003 doses aplicadas, sendo 116.647 da primeira dose e 71.356 da segunda. O número representa 16,39% da população de Ribeirão Preto vacinada.

São bons números, mas poderiam ser muito melhores. Por falta de compra de vacinas na hora certa e de um plano nacional de imunização mais bem elaborado, ainda patinamos no estoque e esticamos prazos para atender as pessoas que buscam pela única forma de se livrar da doença séria que tem tirado vidas em todo o mundo. Além de deixar sequelas em parte dos que tiveram a doen­ça. Uma pandemia que deixa ainda doenças invisíveis e que podem ser incuráveis, como a depressão pelo isolamento, as marcas deixadas pelo luto e tantas outras cicatrizes que permanecerão.

Temos trabalhado para conquistar o maior número de vacinas possível. Seja através do consórcio Conectar, integrado por municípios do país inteiro, formado por iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos, seja por qualquer outra iniciativa que se tornar viável. Porque sabemos que este é o caminho mais seguro para nos aproximarmos de um normal bem próximo do encer­rado após o surgimento da pandemia. Com doses suficientes, temos estrutura de vacinação para imunizar a todos de forma rápida. Só precisamos que as vacinas cheguem.

Em busca das doses imunizantes, já realizamos várias reuni­ões com autoridades estaduais e nacionais. Já participamos de discussões que levam à aquisição da vacina e aqui mesmo, na ad­ministração municipal, já reservamos R$ 25 milhões para a aquisi­ção de vacinas. Vamos sempre cumprir com a nossa parte da forma mais adequada possível e, com isso, dar mais velocidade ao processo que poderia estar muito mais à frente, já vacinando jovens que hoje são os grandes atingidos pelas novas cepas, que são mais transmissíveis e provocam formas mais graves da doença.

Nossa única salvação está na vacina. Mas enquanto não chega para todos, podemos nos prevenir com os já famosos hábitos tão sistematicamente divulgados de uso de máscaras, higienização constante das mãos e distanciamento entre as pessoas. Quem pode, também deve evitar sair de casa sem necessidade e não participar de nenhum tipo de aglomeração. Mesmo com a flexi­bilização das restrições, as normas de segurança contra a trans­missão continuam valendo e devem ser praticadas. Infelizmente ainda assistimos a ações inadequadas de pessoas que deixaram de acreditar na doença provocada pelo coronavírus.

Assim, mesmo diante das massivas divulgações da grande maioria dos veículos de comunicação, é sempre prudente relem­brar a necessidade dos cuidados, numa repetição até cansativa. Isso porque os hospitais seguem lotados e a transmissão conti­nua ativa, com registros médios acima de 200 casos por dia em Ribeirão Preto, além do número de mortes que se mantém em níveis indesejáveis.

Para superar esta situação e chegar a um nível seguro de con­trole da doença, vamos buscar incansavelmente a vacina, como temos feitos ao longo dos últimos meses. Precisamos, no entanto, que todos ajudem a deixar esta espera por doses de vacina mais tranquila e segura.