São milhões de desempregados no Brasil. Gerar emprego é uma fala contínua, há anos, dos governos que se sucedem. O de Jair Bolsonaro idealizou a proposta chamada de Liberdade Econômica, voltada às empresas, indistintamente.

Como todos os que o antecederam, parece que nenhum deles conseguiu notar que o desemprego é estrutural, tem muito a ver com a extinção dos postos de trabalho, num mundo que se transformou, adotando práticas de modernida­de. Irreverssíveis. Não dá para negar.

Há uma nova revolução industrial e os empregos do pas­sado tendem a não voltar. Tudo está ficando diferente.

Criar condições para o desenvolvimento econômico, com a expansão das atividades privadas (empresas) é dever do Estado.

Não menos é a sua obrigação de cuidar das atuais carac­terísticas do desemprego, especialmente se o avanço chinês aqui chegar definitivamente. Ninguém recusa a comodidade do que é novo, moderno, tentador.

Os desempregados aguardam empregos, que também já nascerão modernos, eletrônicos, digitalizados, na automação, menos máquina, mais inteligência, virtuais: fora dos padrões do passado.

Eis a questão: o que se faz para a nossa mão de obra estar preparada para os novos tempos? Ou melhor, novos empregos!

Já há sinais de empregos disponíveis. Também de mão de obra que não atende aos novos reclamos do trabalho. Esse tema tem sido constantemente evitado. Discute-se de tudo, das polêmicas do ar, da terra, do mar. Mas, falta esta de caráter humanitário que não sensibiliza os represen­tantes públicos.

A qualificação dos desempregados faz parte do que deva ser entendido por políticas púbicas, a cargo do Estado, em todos os níveis de sua organização (do Município ao ente Fe­deral). Não só dele, também dos sindicatos, das organizações profissionais, da sociedade civil, de todos que se interessam pelo Brasil das próximas gerações.

Esse recado é para quem diz, todos os dias, ter consciência de solidariedade.

A “Liberdade Econômica” não é bem um “projeto de governo”. Talvez um embrião que abortou muito cedo. Ainda era uma simples proposta. Nos dá a ideia de serem retalhos recolhidos de vozes e mentes diversas. É certo que persegue novos empregos. Ou, simplesmente, mais trabalho. Não pode ficar no esboço de um verdadeiro projeto. Valeu pelo ponto de partida. Só o futuro para dizer que deu certo. Esperamos. Com fé. Que cada um faça a sua parte.

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