A vida não pode esperar

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O mundo todo vive um período de insegurança na saúde, que reduz a segurança em todos os demais setores da sociedade. A pandemia que assola as nações espalha dúvidas de toda ordem, dificulta decisões e exige toma­da de medidas para manter a vida das pessoas. As previsões não são boas, porque temos também que olhar para o futuro próximo, para a sobrevivência das pessoas quando todas essas incertezas tiverem ido embora. Precisamos de serenidade e equilíbrio para que o recomeço não seja tão difícil. Desde que nossa prioridade zero seja a manutenção da saúde, da vida.

Em entrevistas à imprensa tenho reforçado um posicionamento já expressado em várias ocasiões. A de que em qualquer ocasião no mundo, quando vem uma crise, seja de que natureza for, ela tem que ter como pressuposto principal proteger vidas, num primeiro momento. A econo­mia vem numa sequência secundária. Todas as vezes que nos momentos de crise a economia foi colocada na frente das vidas, as tragédias acontece­ram. Ocorreram guerras e massacres ocasionados por decisões erradas.

Estamos, desde janeiro, tomando medidas no sentido de preservar a vida, sempre ouvindo a sociedade civil organizada para entender as dificuldades e possibilidades de todos. Nós não temos a menor dificuldade de ouvir opiniões contrárias e receber argumentos que são diferentes dos nossos. O que precisamos é decidir em favor da sociedade, ouvindo as li­deranças que tem responsabilidades sem transferir responsabilidades para outras pessoas. Sei muito bem o que fazer. E vou fazer o que for melhor para Ribeirão Preto, com medidas necessárias à preservação da vida.

As pressões que já existem continuarão a existir, pela manutenção da economia, dos empregos, da continuidade da iniciativa privada. Reconheço a importância da sobrevivência das empresas não apenas no aspecto financeiro, mas também do abastecimento e da prestação de serviços. Mas estarei sempre a favor da vida em primeiro lugar. Vamos cuidar da saúde, da integridade das pessoas, para que tenhamos força de, no momento oportuno, reerguer a economia e atuar pelo pleno restabe­lecimento da normalidade da vida e das relações sociais.

Temos tomado medidas duras, mas necessárias. Principalmente na condução do isolamento social. Tão difícil e, ao mesmo tempo, tão im­prescindível à redução de propagação do vírus que assusta a humanida­de. Minha orientação é para que as pessoas que têm condições, perma­neçam em casa, orientem amigos e parentes a evitar o contato presencial. Neste sentido baixamos decreto de calamidade pública no último dia 23, para suspender as atividades econômicas consideradas não essenciais.

Ao mesmo tempo em que mantemos a orientação de isolamen­to, adotamos medidas de enfrentamento, porque as ações devem se complementar. Iniciamos nesta quarta-feira, 1º, o atendimento no Polo Covid-19, que funciona ao lado da UPA da 13 de Maio, com investimen­tos de aproximadamente R$ 3 milhões na aquisição de equipamentos de proteção individual e insumos para abastecimento das unidades de saúde do município.

Para atendimento aos mais vulneráveis economicamente criamos a campanha Ribeirão Solidária, coordenada pelo Fundo Social de Solida­riedade, que recebe doações em dinheiro, materiais de limpeza e alimen­tos, assim como trabalho voluntário de pessoas dispostas a ajudar.

Ainda no atendimento social, buscamos o governo do Estado e conseguimos ampliar o atendimento do Bom Prato, que passou a servir o jantar pelo mesmo preço do almoço, 1 real.
Para fomentar a economia neste momento difícil, autorizei as admi­nistrações direta e indireta a pagarem ontem, dia 1º, a primeira parcela do 13º salário aos servidores municipais, o que representa a injeção de R$ 50 milhões na economia da cidade. Vamos seguir em frente com as ações necessárias e vencer este momento difícil.