A adesão à greve dos servidores municipais caiu de 18,1% para 16,42% nesta terça-feira, 16 de abril, segundo balanço divulga­do pela prefeitura de Ribeirão Preto no final da tarde, quando o movimento paredista completou uma semana. As áreas mais afetadas continuam sendo as de educação e saúde, apesar de a categoria garantir os 30% exigidos por lei, princi­palmente por causa do atendi­mento de urgência e emergência nos postos e da campanha de vacinação contra a gripe, que começou dia 10. Na Secretaria Municipal da Educação, 1.170 professores, co­zinheiros, inspetores, assistentes e demais funcionários pararam, 35,5% dos 3.298 profissionais da pasta. Até a noite de segunda-feira (15), o índice era de 39,6% (1.306 pessoas). Na Saúde, o balanço oficial revela que 127 médicos, enfermeiros, atendentes e demais funcionários entraram em greve, 4,3% dos 2.947 traba­lhadores da pasta, contra 4,99% (ou 147) do período anterior. Na Secretaria Municipal da Assistên­cia Social, não houve alteração e 39 servidores aderiram, índice de 9% dos 432 funcionários da pasta – eram 34 no dia 12 (7,99%). “Mais de 83% dos servidores mu­nicipais trabalharam normalmente na manhã desta terça-feira, sendo que a média de adesão à greve diminuiu para 16,42% do total de trabalhadores”, diz a nota da pre­feitura. O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis (SSM/ RP) já emitiu nota informando que não tem como calcular o índice de adesão porque “a prefeitura de Ribeirão Preto recusou-se, mesmo tendo sido provocada a fazê-lo, a fornecer ao sindicato a escala de trabalho da administração direta e indireta do mês de abril de 2019, por isso nenhum comparativo com números de trabalhadores que aderiram à greve foi feito”. No entanto, ressalta que todos os atos e manifestações da categoria atraem um grande público. Além disso, cerca de três mil funcioná­rios públicos assinam o livro de ponto da greve todos os dias. A prefeitura mantém a postura de “congelamento” dos salários e “reajuste zero” para não extrapo­lar os gastos com pessoal e ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – atingiu 55,86% por causa dos repasses feitos ao Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM), que neste ano deve chegar a R$ 343 milhões. A data-base da categoria é 1º de março. Ribeirão Preto tem 9.204 funcionários na ativa e mais 5.875 aposentados e pensionis­tas que recebem seus benefícios pelo IPM. Os servidores pedem reajuste de 5,48%. São 3,78% de reposição da inflação acu­mulada entre fevereiro de 2018 e janeiro deste ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indexador oficial usado pelo Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE) –, e mais 1,7% de aumento real. O mesmo percentual (5,48%) será cobrado sobre o vale-alimen­tação da categoria e no auxílio nutricional dos aposentados e pensionistas. No ano passado, depois de dez dias de greve, que terminou em 19 de abril, foi concedido reajuste salarial de 2,06% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE, com acréscimo de 20% de ganho real, totalizando 2,5% de aumento. O mesmo percentual foi aplicado no vale-alimentação, que passou de R$ 862 para R$ 883,55, aporte de R$ 21,55, e na cesta básica nutri­cional dos aposentados. Os dias parados não foram descontados, mas a categoria teve de repor o período de greve, a segunda mais longa da história da categoria, já que em 2017 durou três semanas (21 dias).

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