Aedes aegypti – Dia nacional de combate alerta a população

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TOMAZ SILVA/AG.BR.

Nesta quinta-feira, 19 de novembro, o Brasil celebrou o Dia Nacional de Combate ao Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermi­dades, como microcefalia e Guillain-Barré.

A data serve de alerta para a população sobre a importância de eliminar os criadouros deste inseto. No verão, com as chuvas, há alta na proliferação do mosqui­to, que se reproduz em água limpa e parada. É importante fazer uma limpeza e verificar regularmente pontos que po­dem acumular água.

Entre as medidas que po­dem ser adotadas estão esva­ziar garrafas e mantê-las com a boca virada para baixo, limpar calhas, colocar areia nos pratos de vasinhos das plantas, tampar tonéis, lixei­ras e caixas-d’água e colocar objetos, como pneus e lonas, abrigados da chuva.

Os sintomas das doenças transmitidas pelo mosqui­to Aedes aegypti podem ser confundidos com doenças mais comuns, como gripes e resfriados. Por isso, é im­portante estar em alerta e, em caso de sintomas, procu­rar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, de janei­ro até setembro deste ano, fo­ram notificados 928.282 casos prováveis (taxa de incidência de 441,7 casos por 100 mil ha­bitantes) de dengue no Brasil. Até 31 de outubro, Ribeirão Preto somava 17.538 casos confirmados de dengue.

A tendência é de queda, apesar de a cidade ter decla­rado epidemia ainda no pri­meiro semestre, a sexta em onze anos. A média diária de pessoas diagnosticadas com o vírus transmitido pelo Aedes aegypti em 304 dias é de 57, menos de três por hora (2,3).

No quadrimestre de julho a outubro deste ano, o Aedes agypti fez 79 vítimas, contra 501 do mesmo período de 2019. São 422 a menos em 2020, retração de 84,2%. Na comparação com o anterior, a queda é de 99%. São 7.787 pacientes a menos dos que os 7.866 de março a junho.

Porém, o número de ví­timas do Aedes aegypti em dez meses de 2020 já está 21,6% acima das 14.421 pes­soas infectadas em 2019 in­teiro, com 3.117 ocorrências a mais. No ano passado, três pessoas morreram em Ribei­rão Preto vítimas de dengue hemorrágica – não registra­va óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resisti­ram aos vírus.

Em 2020, já ocorreram seis mortes na cidade, mas um caso é importado de São Simão e a Secretaria da Saúde contabiliza cinco, oficialmen­te – nove exames aguardam resultado e estão à espera de confirmação. Ribeirão Pre­to não tem casos de chikun­gunya, zika e febre amarela neste ano

Sobre os dados de chikun­gunya no país, foram 69.702 casos prováveis (taxa de inci­dência de 33,2 casos por 100 mil habitantes) e, em relação aos dados de zika, foram no­tificados 6.220 casos prová­veis (taxa de incidência 3,0 casos por 100 mil habitantes).

Sintomas
A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, le­vando à morte. Normalmen­te, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no cor­po e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vô­mitos são comuns.

No caso da zika, cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores le­ves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos.

No geral, a evolução da doença é benigna e os sinto­mas desaparecem espontane­amente após três a sete dias. A infecção pelo vírus zika em gestantes, no entanto, pode le­var à microcefalia, uma mal­formação congênita, em que o cérebro do bebê não se desen­volve de maneira adequada.

Já os principais sintomas da chikungunya são febre alta de início rápido, dores inten­sas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, torno­zelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas ver­melhas na pele. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito e cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

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