Após tropeços, cálculos apontam São Paulo com até 44% de chances de ser campeão

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RUBENS CHIRI/SPFC

Depois de abrir sete pon­tos à frente do segundo co­locado no Campeonato Bra­sileiro, o São Paulo caiu de rendimento, acumula três jogos sem vitória (duas der­rotas e um empate) e viu a vantagem cair para apenas um ponto. O Tricolor lidera o Nacional com 57 pontos e pode ser deixado para trás na quarta-feira se perder para o Internacional, que tem 56.

Nos cálculos do mate­mático Tristão Garcia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o São Paulo tem 43% de chan­ces de ser campeão. Já o Inter viu as suas chances aumenta­rem para 27%.

Para o cálculo, são conside­rados principalmente o mando de campo dos jogos e o retros­pecto das equipes. O sistema leva em consideração também a dificuldade dos jogos de cada equipe, avaliada em função dos adversários e do fator local.

Os números de Tristão são semelhantes aos calculados por Marcelo Leme de Arru­da, doutor em Estatística pela USP. Para ele, a probabilidade de a equipe de Fernando Di­niz conquistar o Brasileiro é de 44%. Na sequência estão Internacional e Atlético-MG, com 23% e 17%, respectiva­mente. Para chegar a esses números, Arruda usa como base probabilidades de vitó­ria, empate e derrota calcula­das para cada jogo que ainda será realizado no campeona­to, a partir de simulações.

Já para integrantes do Departamento de Matemáti­ca da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), as chances de o São Paulo ser campeão passaram para 34% após a última rodada. O Inter aparece com 28%.

Pressionado, Diniz tenta tirar o peso do jogo de quar­ta-feira contra o Internacio­nal no Morumbi. “Decisão tem sido todos os jogos no campeonato, você vai soman­do ponto para poder ser cam­peão. É assim que encaramos desde que começou. Vamos encarar, assim como hoje também. Mas não vai termi­nar o campeonato na quar­ta-feira, qualquer que seja o resultado”, disse.

Abel Braga, técnico do Inter, tem discurso parecido. “Não sei se o resultado de quarta-feira define. Estamos correndo atrás do São Paulo. O Atlético-MG está atrás co­nosco. A dificuldade é muito grande, mas é no dia a dia, jogo a jogo.”