ADRIANO ISHIBASH

O fato de um dos suspeitos pela morte da vereadora Ma­rielle Franco (PSOL) preso nes­ta terça-feira, 12, ser vizinho do presidente Jair Bolsonaro é, até agora, uma coincidência, de acordo com o Ministério Pú­blico do Rio.

“Absolutamente, não há nenhum fato que diga que tem alguma vinculação. Mui­to pelo contrário, não temos controle dos nossos vizinhos. Até esse momento, o fato foi coincidência”, disse a coorde­nadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Cri­me Organizado (Gaeco) do MP-RJ, Simone Sibílio, du­rante coletiva de imprensa.

Apontado como autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista An­derson Gomes, o policial militar reformado Ronnie Lessa mora no mesmo con­domínio do presidente Jair Bolsonaro no Rio.

Motivação
Na linha de investigação do MP-RJ, a vereadora e o motorista Anderson Gomes foram assassinatos por cau­sa das causas abraçadas pela parlamentar.

O fato de o crime ter sido classificado juridicamente como “torpe”, no entanto, não elimina a suspeita de que possa ter um mandante, disse a investigadora.

De acordo com o Ministé­rio Público, é possível que o cri­me tenha ou não um mandan­te e que todas as possibilidades estão sendo consideradas na investigação. “Nenhuma linha é descartada”, declarou.

A operação para prender dois suspeitos nesta terça-feira, 12, foi adiantada por risco de fuga, ainda segun­do o MP. As prisões estavam programadas para ocorrer na quarta-feira, 13.

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