Atirador filmou todo o ataque à Mesquita na Nova Zelândia

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Massacre Nova Zelandia - Frame de filme feito pelo próprio atirador - Reprodução

Ataques a duas mesquitas matam ao menos 49 na Nova Zelândia

Ao menos 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas durante ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, nesta sexta-feira, 15 de março. A polícia afirmou que mantém quatro pessoas sob custódia acusadas de envolvimento nas ações. Parte do atentado foi transmitida ao vivo pela internet após a publicação de um manifesto sobre supremacia branca online.

As imagens, que foram transmitidas no Facebook, foram aparentemente feitas em câmera usada pelo atirador enquanto este atacava a mesquita Al Noor, no centro da cidade. O Facebook afirmou que tirou do ar rapidamente a conta do atirador, mas o vídeo de 17 minutos mostrando um homem vestido de preto e atirando contra fiéis com fuzis circula amplamente na web. A polícia neozelandesa disse que trabalha para remover o vídeo da rede e pediu que as pessoas não o compartilhem.

“Quatro pessoas estão sob custódia, três homens e uma mulher”, disse o comissário Mike Bush, acrescentando que foram encontrados “dispositivos explosivos nos veículos utilizados pelos suspeitos”. Segundo ele, o Exército conseguiu desarmar as bombas. As motivações do crime ainda não foram esclarecidas. As mesquitas atacadas são Masjid Al Noor, no centro da cidade, e Linwood, localizada a cerca de cinco quilômetros da primeira, segundo a polícia.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, confirmou que entre os detidos há um cidadão australiano. Além disso, um homem que assumiu a autoria dos atentados escreveu um manifesto anti-imigração de 74 páginas na internet no qual explicava as suas motivações. No manifesto, ele se identifica como um australiano de 28 anos branco e nacionalista. A publicação do suspeito incluía um link para o perfil no Facebook de um suposto atirador, no qual ele dizia que transmitiria o ataque ao vivo na rede social.

A polícia afirmou ainda que não procura outros suspeitos. Um homem de cerca de 20 anos foi acusado de assassinato e se apresentará ao tribunal neste sábado (16). As autoridades locais não informaram as identidades dos detidos. De acordo com a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, todos eles têm visão extremista, mas não eram vigiados pela polícia. Ela afirmou que o nível de ameaça à segurança nacional foi elevado para o segundo nível mais alto.

A polícia advertiu a população a evitar as mesquitas em todo o país. Um enorme cordão policial foi formado para isolar parte de Christchurch, cidade da Ilha do Sul da Nova Zelândia. Mike Bush afirmou que todas as escolas da cidade estão fechadas e a polícia pediu “às pessoas no centro que evitem permanecer nas ruas e informem qualquer comportamento suspeito”.

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