Bancos farão mutirão para renegociar dívidas

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ALFREDO RISK

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, assinaram nesta quinta-feira, 21 de novem­bro, em São Paulo, um acordo de cooperação técnica para promover ações coordenadas na área de educação financeira e de renegociação de dívidas.

A primeira ação do acor­do será a realização de um mutirão para renegociação de dívidas, marcado para ocorrer entre os dias 2 e 6 de dezem­bro. Neste evento, participarão os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Banri­sul. Uma novidade será que a renegociação de dívidas poderá ser feita nas próprias agências, de forma personalizada. Ao todo, 261 agências bancárias participarão do mutirão.

Na região de Ribeirão Preto, são 401 agências e postos de atendimentos bancários, sendo 206 em na metrópole e 195 na base territorial do Sindicato dos Estabelecimentos Bancários de Ribeirão Preto e Região (Seeb­-RP), mas apenas parte delas vão participar do mutirão. As unida­des deverão ficar abertas até as 20 horas para atendimento. A lista com as agências participan­tes da ação serão divulgadas na próxima segunda-feira (25), no site Papo Reto, da Febraban.

Durante o mutirão, diz o presidente da Febraban, também serão dadas orientações sobre educação financeira aos clientes. Cada um dos bancos envolvidos vai definir os valores e a forma de negociação. “Os bancos vão oferecer as condições mais van­tajosas para a renegociação. Cada banco tem sua política própria de renegociação de dívida que vão desde o parcelamento e a troca por outra dívida, até descontos”, emenda Amaury Oliva, diretor de Autorregulação e Relações com os Clientes da Febraban.

Outras ações – O acordo prevê ainda outras três ações. Uma delas é a criação de uma plataforma on-line de educação financeira que, segundo Amaury Oliva, deve ter início no próximo ano. Também estão previstos, segundo Luis Gustavo Mansur, chefe do Departamento de Promoção e Cidadania Finan­ceira do BC, a promoção de um concurso nacional que pre­miará ações e iniciativas sobre educação financeira, com edital previsto inicialmente para maio do próximo ano.

Também terá ações para a Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), que geralmen­te ocorre no mês de maio. “Es­sas iniciativas podem alcançar um público vasto: cerca de 144 milhões de brasileiros adultos, com relacionamento bancário”, disse o presidente do Banco Central. O acordo não envolve a transferência de recursos financeiros entre as instituições e tem vigência de 60 meses. O plano inicial de trabalho, que prevê a realização das quatro ações (mutirão, plataforma on­line, concurso e apoio à Semana Nacional de Educação Financei­ra), terá duração de 24 meses.

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