Bienal seleciona obras de compositores de RP

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ANDRÉ ESTEVÃO

Neste ano de 2019, os com­positores Rubens Russomanno Ricciardi, professor titular do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciên­cias e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP) e maestro da USP Filarmônica, e Lucas Piga­ri, bolsista da orquestra e aluno de graduação do Curso de Ci­ências da Informação e Do­cumentação da FFCLRP-USP, foram os únicos representantes de toda a USP, com obras se­lecionadas, por meio de edital da Fundação Nacional de Arte (Funarte), na programação da XXIII Bienal de Música Brasi­leira Contemporânea, no Rio de Janeiro.

As obras “Trauert, oh Venus und Cupido (2019)”, de Ricciardi, e “Prelúdio No­turno para Orquestra de Cor­das (2019)”, de Pigari, ambas inéditas, foram selecionadas dentre mais de 200 inscrições e apresentadas na última se­gunda-feira, 11 de novembro, pela Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a re­gência do maestro convidado Thiago Santos, na Sala Cecília Meireles. Os dois compositores estiveram presentes no concer­to. A obra de Ricciardi contou, ainda, como solista, com o te­nor alemão Johannes Grau.

Para o ribeirão-pretano Ru­bens Russomanno Ricciardi, “a Bienal do Rio de Janeiro, série de festivais fundada por Edino Krieger, é o mais importan­te evento nacional de música contemporânea dedicado ex­clusivamente a compositores brasileiros, lembrando que o Festival Música Nova ‘Gilber­to Mendes’, da própria USP de Ribeirão Preto, é uma mostra internacional. O Rio de Janei­ro tem forte tradição musical, que remonta pelo menos aos tempos do padre José Maurício Nunes Garcia e à Real Câmara e Capela de João VI, e nunca deixou de fato de ser a capital da música no Brasil”.

Já segundo Lucas Pigari, na­tural de Mariápolis e radicado em Ribeirão Preto, “no Brasil há poucas oportunidades para a música contemporânea fora da indústria da cultura, princi­palmente para os compositores mais jovens. Fiquei emocio­nado por ter uma obra sele­cionada em meio a tanta con­corrência no edital da Funarte e também feliz pela execução magistral da Orquestra Sinfô­nica da UFRJ”.

A XXIII Bienal de Músi­ca Brasileira Contemporânea contempla 52 obras recentes de compositores brasileiros nos gêneros sinfônicos, de câmara e envolvendo recursos eletroa­cústicos. O foco é proporcionar ao público maior alcance à di­versidade de linguagens musi­cais e de trabalhos de composi­tores de várias partes do Brasil. O evento, que termina nesta quinta-feira (14), é uma reali­zação da Funarte, sob curado­ria de José Schiller, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) de Niterói.

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