O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que negociou com o ministro do Meio Ambiente, Ricar­do Salles, “uma limpa” no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“Quando ele anunciou, há poucos dias à frente do ICMBio quatro integrantes da Polícia Militar, eu vibrei, porque eram pessoas que tiveram um passado junto ao batalhão florestal ou similares, tiveram ao lado de vocês”, disse.

Os dois órgãos são vinculados ao Ministério do Meio Ambiente e dividem o trabalho de fiscaliza­ção e preservação ambiental. Nos últimos meses, o ministro do Meio Ambiente tem promovido mudanças na estrutura dos dois institutos.

“É isso que nós queremos. Como é de conhecimento dos senhores, em torno de 40% das multas aplicadas no campo, em grande parte, serviam para retroalimentar uma fiscalização xiita, que buscava apenas atender ni­chos que não ajudavam o meio ambiente e muito menos aqueles que produzem”, concluiu Bolsonaro.

Salles relativizou a declaração de Bolsonaro – tratou-a como “figura de linguagem”: “O presidente fez uma figura de linguagem que significa, na verdade, que estamos apoiando os bons funcionários do Ibama, gente dedicada, gente técnica, que cuida das suas atividades com muito cuidado. Por outro lado, eventuais desvios que são identificados por nós vão ser objeto de atuação. Foi isso que o presidente quis dizer, nada além disso”.

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