Agência Brasil

O botijão de 13 quilos do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido em Ribeirão Preto continua sendo o mais caro do estado de São Paulo – está no topo do ranking desde 30 de junho, há três semanas seguidas, depois de permane­cer um mês longe da incômo­da liderança. O levantamento é da Agência Nacional de Pe­tróleo, Gás Natural e Biocom­bustíveis (ANP), realizado em 108 municípios paulistas en­tre 14 e 20 de julho.

Ribeirão Preto havia apa­recido no topo do ranking na primeira semana de junho, entre os dias 2 e 8, quando era negociado a R$ 82,43, em média, e depois oscilou entre o segundo, terceiro e quarto lugares. De acordo com o es­tudo da ANP, atualmente o produto vendido na cidade custa, em média, R$ 80,62 (mínimo de R$ 70 e máximo de R$ 90) – o único municí­pio do levantamento onde o preço do botijão do gás de cozinha está acima de R$ 80.

Nesta semana, o GLP su­biu cerca de 2,6% em compa­ração coma anterior, quan­do o vasilhame de 13 quilos era revendido por R$ 78,57, acréscimo de R$ 2,05. Até dia 6, custava R$ 80,29. Em 5 de maio, a Petrobras anunciou reajuste. A estatal autorizou correção entre 3,3% a 3,6%, dependendo do polo de su­primento, percentual que foi repassado ao consumidor.

Os revendedores de Ri­beirão Preto pagam R$ 58,45 pelo vasilhame de 13 qui­los (piso de R$ 58 e teto de R$ 63). A variação chega a 37,9%, diferença de R$ 22,17. As 24 distribuidoras de gás da cidade vendem 3.300 uni­dades por dia para os comer­ciantes. A segunda colocada do ranking dos mais caros também é da região: São Carlos repassa o GLP por R$ 78,05 (mínimo de R$ 72,90 e máximo de R$ 89), ou 3,3% abaixo do preço médio do produto ribeirão-pretano, di­ferença de R$ 2,57.

O valor médio cobrado do consumidor em Ribei­rão Preto (R$ 80,62) está R$ 26,62 acima do praticado em Olímpia, também na macror­região, de R$ 54 (piso de R$ 51 e teto de R$ 60), o pro­duto mais barato do estado, variação de 49,3%. Antes do aumento de maio, o último reajuste do gás residencial havia ocorrido no início de fevereiro – subiu entre 0,5% a 1,4%, dependendo do polo de suprimento, e passou de R$ 0,25 por vasilhame. Antes, a última correção anunciada para o produto, que tem ajus­tes trimestrais, foi em 6 de novembro de 2018.

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