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Um país que já teve três líderes do ranking mundial no tênis enfim conquistou uma medalha Olímpica na modalidade. O Brasil subiu ao pódio do tênis nas duplas femininas em Tóquio 2020 em 2021, com a dupla improvável formada por Laura Pigossi e Luisa Stefani. As brasileiras derrotaram as atletas da ROC Elena Vesnina e Veronika Kudermetova por 4/6, 6/4 e 11-9.

A vaga de Pigossi e Stefani na competição veio apenas em 16 de julho, no último dia possível. Com desistências de outras jogadoras, foi possível que o Brasil fosse representado entre as mulheres no tênis, fazendo jus ao grande momento de Stefani, número 23 do mundo nas duplas. Pigossi assumiu a responsabilidade da melhor forma possível, mostrando a garra que fez dela uma peça importante do país na Billie Jean King Cup (a versão feminina da Copa Davis).

Pigossi e Stefani definitivamente entram para a história do tênis brasileiro. Elas escrevem um capítulo de uma história que tem Maria Esther Bueno (campeã de 19 slams), Thomaz Koch (primeiro brasileiro campeão de slam no masculino), Gustavo Kuerten (tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo), Marcelo Melo (ex-líder do ranking nas duplas e campeão de dois slams), Bruno Soares (seis slams nas duplas) e o ex-top 30 Fernando Meligeni – que até então tinha o melhor resultado do Brasil nos Jogos Olímpicos, com o quarto lugar em Atlanta 1996 -, entre outros.

As atletas do ROC conquistaram uma quebra de serviço logo no segundo game da partida, mas as brasileiras buscaram e empataram em 4/4. No entanto, Pigossi e Stefani perderam o serviço mais uma vez e cederam o primeiro set. No segundo, a quebra logo no primeiro game garantiu às brasileiras a ida ao match tiebreak, no qual o time que chega a 10 pontos primeiro vence o duelo.

Vesnina e Kudermetova começaram muito bem o match tiebreak e abriram 9-5, mas Pigossi e Stefani buscaram o empate e viraram para conquistar uma vitória suada e a medalha de bronze para o Brasil.