Brasil registra mais de 31,1 mil mortes

0
21
ADRIANO MACHADO/REUTERS

O balanço diário divulga­do pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 2 de junho, aponta mais 28.936 pessoas infectadas com o novo coro­navírus, totalizando 555.383. O resultado marca um acrés­cimo de 5,4% em relação a segunda-feira (1º), quando o número de casos confirma­dos estava em 526.447.

A atualização do Ministé­rio da Saúde revela 1.262 no­vas mortes em 24 horas – 52 a cada 60 minutos –, o maior número de óbitos em um dia desde o início da pandemia, chegando a 31.199. O resul­tado representa um aumento de 4,2% em relação a anteon­tem, quando foram contabi­lizados 29.937 falecimentos por covid-19. A taxa de leta­lidade é de 5,6%.

Em geral, aos domingos e segundas os números são menores em razão das limita­ções de alimentação do banco de dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana e são maiores às terças-feiras pelo acúmulo de registros dos dias anteriores. Do total de casos confirmados, 300.546 estão em acompanhamento e 223.638 foram recuperados. Há ainda 4.312 óbitos sendo analisados.

São Paulo se mantém como epicentro da pande­mia no país, concentrando o maior número de faleci­mentos (7.994). O estado é seguido pelo Rio de Janei­ro (5.686), Ceará (3.421), Pará (3.040) e Pernambuco (2.933). Além disso, foram registradas mortes no Ama­zonas (2.102), Maranhão (997), Bahia (736), Espírito Santo (664), Alagoas (482) e Paraíba (379).

Depois aparecem Rio Gran­de do Norte (341), Minas Ge­rais (289), Rio Grande do Sul (245), Amapá (237), Paraná (199), Distrito Federal (177), Piauí (180), Rondônia (172), Sergipe (172), Santa Catari­na (148), Acre (165), Goiás (151), Roraima (120), Tocan­tins (79), Mato Grosso (70) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (118.7556), Rio de Janeiro (47.953), Ceará (53.073), Amazonas (43.195) e Pará (41.207). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (36.625), Pernambuco (35.508), Bahia (21.430), Espírito Santo (15.151) e Paraíba (14.859).

Do primeiro óbito até o marco das mil mortes, em 10 de abril, foram 25 dias. Qua­se um mês depois, em 9 de maio, o país passou das dez mil vítimas, 54 dias após a primeira. Dali para as 20 mil mortes, foram apenas doze dias e depois mais onze até a marca dos 30 mil mortos. O número de mortes por com­plicações da covid-19 no Bra­sil dobrou em pouco mais de duas semanas.

As 1.262 novas mortes por covid-19 colocam o Bra­sil muito perto de superar a Itália no número total de óbi­tos pela covid-19. O governo italiano atualizou seu núme­ro para 33.530. Nas últimas 24 horas, a Itália identificou 55 mortes por covid-19. O país é o quarto no ranking de mortes em decorrência da covid-19, atrás de Itá­lia, Reino Unido (39.451) e Estados Unidos (106.046).

Se os números diários des­ta terça-feira se mantiverem, o Brasil deve passar o total de vítimas fatais da Itália em dois dias. O país novamente liderou o ranking mundial de vítimas fatais identificadas em 24 horas. Os Estados Uni­dos, segundo nessa lista, in­formou mais 761 mortes em decorrência da covid-19

O Brasil também liderou no quesito novos casos da covid-19. Segundo o Minis­tério da Saúde foram mais 28.936 testes positivos para o coronavírus, quase o do­bro dos 14.790 identificados nos Estados Unidos ontem, também o segundo neste cri­tério. Os EUA lideram com 1.802.470 contaminados des­de o começo da pandemia.