SANTA INOCÊNCIA
A expulsão do zagueiro Rodrigo da Ponte no jogo contra o Vitória provocou grande discussão nas transmissões e programas de rádio e TV. Ao ser flagrado bulinando o atacante do time baiano, recebeu cartão vermelho e pre­judicou sua equipe que foi derrotada e caiu para a Série B. Esta é a analise técnica, pela qual ele foi não foi perdo­ado nas manifestações de críticos e torcedores. Também chamou atenção um jogador veterano ser tão inocente ao imaginar que câmeras e auxiliares de arbitragem não captariam sua atitude, o que lhe rendeu severas críticas.

Velhos truques…
Inocentes também são aqueles que viram a ”mão-boba” de Rodrigo como novidade. Estes truques são velhos e variados na forma. João Marques, centroavante do Bo­tafogo de Ribeirão Preto na década de 70, era especia­lista em provocar expulsão de zagueiro. Ele vasculhava a vida pessoal do adversário e dentro do campo fazia um inferno na cabeça do seu marcador. O ponta-esquerda Bozó, campeão brasileiro pelo Guarani em 78, que antes jogou no São Bento, exagerava em seus truques. Chegou a passar fezes nos braços para se esfregar no seu mar­cador e provocá-lo até cavar a expulsão do adversário.

Velha malandragem…
Antônio Julião, zagueiro e volante do Botafogo nas décadas de 50 e 60, era um gentleman. Mas quando marcava Pelé fazia questão de chutar o calcanhar ou tornozelo do ”Rei” nas bolas divididas, ato imediata­mente seguido com um pedido de desculpa. O Zaguei­ro Darci, do Corinthians, acostumava dar socos nos centroavantes enquanto a bola estava no outro lado do campo, portanto, ele agia longe do olhar do árbitro. Sérgio Miranda, zagueiro da Ferroviária, único time que venceu o Botafogo no primeiro turno de 1977, usou a mesma malandragem de Antônio Julião. Disse que saiu de campo com o pé doendo de tanto chutar o tor­nozelo de Sócrates.

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