EM DEFESA DE RODRIGO
Rodrigo Fonseca, técnico do Botafogo de Ribeirão Preto, já demonstrou que tem capacidade para enfrentar as adversi­dades. Ele não necessita da ajuda de um simples colunista para se defender das críticas e das pressões. O que está acontecendo hoje está numa previsão publicada várias ve­zes nesta coluna, a injustiça que se comete com um bom profissional em função de um resultado, e alertamos que Rodrigo Fonseca poderia ser vítima a qualquer momento, como muitos já foram.

Circunstancial…
A pressão para trocar técnico ocorre em função da instabili­dade, insensibilidade e falta de conhecimento técnico da im­prensa e de quem dirige o futebol e a passionalidade dos tor­cedores fanáticos ou ”cobras mandadas”, que no caso de uma derrota afloram com mais intensidade. Estas circunstâncias fazem tais personagens ignorarem o bom trabalho feito e as condições precárias em que o elenco foi montado, limitando a qualidade técnica individual. Apesar disso, Rodrigo organizou um time, deu vida a jogadores de menor expressão que passa­ram a produzir mais, e garantiu um boa campanha.

Estrutural…
Houve resultados piores, mas o que causa cegueira é perder na hora decisiva, dificuldade previsível diante dos mais fortes. Vencendo o Macaé e, principalmente, se os concorrentes não pontuarem na próxima rodada, Rodrigo será aclamado pelos al­gozes de hoje. Classificando o Botafogo, será ovacionado como herói por quem hoje o pressiona. Mesmo com Gerson Engrácia Garcia garantindo sua permanência, o técnico cairá, se os ”fortes colaboradores” do presidente exigirem sua saída. A falha está na estrutura. Perdendo o cargo, em quaisquer circunstâncias, Ro­drigo sai de cabeça erguida, vítima da cultura equivocada, mas um profissional capacitado para dirigir qualquer equipe.

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