bronca de Hamilton, Fórmula 1 se pronuncia sobre a morte de George Floyd

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Após Lewis Hamilton re­clamar do silêncio da Fórmu­la 1 com relação à morte de George Floyd e insinuar ra­cismo no mundo da principal categoria do automobilismo, alguns pilotos e a Mercedes, equipe do piloto britânico, emitiram, nesta segunda-fei­ra, uma opinião sobre o caso ocorrido nos Estados Unidos há uma semana.

“A tolerância é um princí­pio elementar da nossa equi­pe e estamos enriquecidos pela diversidade em todas as suas formas”, disse a equipe Mercedes, em um comuni­cado, no qual indica estar ao lado de seu piloto.

Daniel Ricciardo, da Re­nault, disse que a morte de Floyd foi “uma desgraça”. “O racismo é tóxico e precisa ser tratado não com violência ou silêncio, mas com unidade e ação”, escreveu o australiano em suas redes sociais.

Charles Leclerc, da Fer­rari, disse no Twitter que se sentiu “fora de lugar e des­confortável”. “Eu ainda luto para encontrar as palavras para descrever a atrocida­de de alguns vídeos que eu vi na internet. O racismo precisa ser enfrentado com ações, não silêncio”, acres­centou o monegasco.

O piloto da Williams, Ge­orge Russell, afirmou ser a hora de expulsar o racismo. “Todos nós temos voz para fa­lar o que é certo. Não importa o quão desconfortável possa ser falar sobre esse assunto. O silêncio não alcança nada.”

As declarações dos inte­grantes da Fórmula 1 ocorem após o sexto dia de protestos nos Estados Unidos pela morte de George Floyd.

As manifestações come­çaram depois que um vídeo foi divulgado, no qual George Floyd, que sofria de doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva, morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, no es­tado americano de Minnesota.

O oficial, Derek Chauvin, ficou durante 8 minutos e 46 segundos pressionando o pesco­ço do homem negro de 46 anos com o joelho. Imagens foram di­vulgadas e o policial acabou de­mitido, acusado de assassinato e homicídio culposo (quando não tem a intenção de matar).