Butantan poderá importar insumos

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O Instituto Butantan re­cebeu nesta quarta-feira, 28 de outubro, a autorização da Agência Nacional de Vigilân­cia Sanitária (Anvisa) para a importação de mais 40 mi­lhões de doses da CoronaVac. O pedido, somado a última li­beração realizada na sexta-fei­ra (23), totaliza as 46 milhões de doses previstas no acordo firmado com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science.

O primeiro lote liberado pela Anvisa, com seis milhões de doses, virão prontas para a aplicação. A nova remessa chegará em formato a granel (bulk), para ser formulada e envasada pelo Butantan, que já conta com toda a estrutura necessária para o processa­mento do imunizante.

Este é mais um passo importante para a dispo­nibilização da CoronaVac, que será aplicada somente após a aprovação e registro da Anvisa assim que os re­sultados de segurança e efi­cácia forem comprovados. Com esta nova aprovação, o Instituto Butantan segue em tratativas com a farmacêu­tica Sinovac Biotech para a liberação da matéria-prima e posterior envio ao Brasil.

Estudos clínicos
A CoronaVac está sendo testada em 13 mil voluntá­rios de sete estados brasilei­ros, mais o Distrito Federal. O estudo de fase III coorde­nado pelo Instituto Butan­tan já conta com 9.039 par­ticipantes vacinados, todos profissionais da saúde na linha de frente no combate ao coronavírus.

Na região, participam dos testes o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Pre­to da Universidade de São Paulo (HCFMRP/USP) e o Hospital do Amor, em Bar­retos. O HC já finalizou os testes da nova vacina contra o coronavírus. Foram sele­cionados 300 voluntários.

Na última semana, o go­vernador João Doria (PSDB) e o diretor do Butantan, Dimas Covas, confirmaram a criação de seis novos centros de pesquisa, totalizando 22, para a ampliação da testagem, o que permitirá a celeridade do processo de comprovação da eficácia da CoronaVac.

Estudos clínicos com nove mil voluntários com idade entre 18 e 59 anos no país mostram que apenas 35% tiveram reações adver­sas leves após a aplicação, como dor no local da apli­cação ou dor de cabeça. Não houve qualquer registro de efeito colateral grave du­rante a testagem. Os dados de eficácia, porém, devem ser divulgados somente entre novembro e dezembro, o que deve atrasar a previsão do go­vernador de iniciar a imuni­zação ainda neste ano.

As reações mais comuns entre os participantes do es­tudo após a primeira dose foram dor no local da apli­cação (19%) e dor de cabeça (15%). Na segunda dose, as reações adversas mais co­muns foram dor no local da aplicação (19%), dor de cabe­ça (10%) e fadiga (4%). Febre baixa foi registrada em ape­nas 0,1% dos participantes e não há nenhum relato de rea­ção adversa grave à vacina até o momento.

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