ALFREDO RISK

A Câmara de Vereadores aprovou, na sessão desta ter­ça-feira, 6 de julho, o projeto substitutivo da prefeitura de Ribeirão Preto que permite a terceirização da gestão de parques e equipamentos es­portivos na cidade. Foram apresentadas três emendas parlamentares, todas rejeita­das em plenário.

Foram 14 votos a favor e sete contra – a vereadora Jude­ti Zilli (PT, Coletivo Popular) não participou da sessão por estar de licença médica. O pro­jeto original chegou a entrar na pauta de votação em duas ses­sões seguidas, mas foi retirado a pedido do líder do governo no Legislativo e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Isa­ac Antunes (PL).

O substitutivo foi protoco­lado em 29 de junho. Segundo o ofício encaminhado para a presidência da Câmara, o pro­jeto foi revisado, sendo sana­das algumas inconsistências. “Nesse sentido, o projeto foi melhorado tendo em vista a preocupação com a objetivida­de, a impessoalidade e a lisura dos processos para qualifica­ção de entidades como orga­nizações sociais (OS’s)”, diz.

De acordo com a proposta, poderão se candidatar organi­zações sociais (OSs) sem fins lucrativos voltadas ao esporte e proteção e conservação do meio ambiente com pelo me­nos cinco anos de fundação. A prefeitura informa ainda que o projeto está em sintonia com a lei federal número 9.637, de 15 de maio de 1998.

A lei dispõe sobre a qualifi­cação de entidades como orga­nizações sociais. “Importante destacar que o projeto dispõe simplesmente sobre a quali­ficação de OS’s para atuação com uma finalidade específica, no caso, a gestão dos parques do município”.

O projeto considera como objeto a serem geridos pelas organizações sociais os par­ques urbanos, naturais e tam­bém outras unidades de con­servação terrestres destinadas à proteção de áreas representa­tivas de ecossistemas.

A celebração dos contratos de parceria poderá ser feita com dispensa de licitação.

Terá de ser precedida de publicação da minuta do contrato de gestão e de con­vocação pública das orga­nizações sociais, através do Diário Oficial do Município (DOM), para que todas as in­teressadas em participar pos­sam se candidatar.

Os resultados alcançados com a execução do contra­to de gestão serão analisados periodicamente por comissão de avaliação indicada pelo secretário de Administração, cargo atualmente exercido por André Morais, composta por profissionais de notória quali­ficação e idoneidade que emi­tirão relatório conclusivo a ser encaminhado aos órgãos de controle interno e externo.

As pessoas jurídicas de di­reito privado escolhidas para a gestão serão submetidas ao controle externo da Câma­ra, que exercerá este controle como auxílio do Tribunal de Contas do Estado (TCESP), ficando o controle interno a cargo do Executivo de Ribei­rão Preto. A prefeitura justi­fica que as parcerias com as organizações sociais são uma modalidade de Parceria Públi­co-Privada (PPP) que têm se mostrado eficientes.

Parques públicos de Ribeirão Preto
Parques urbanos
– Parque Doutor Fernando de Freitas Monteiro da Silva “Parque das Artes”, Jardim Nova Aliança, Zona Sul – Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali “Curupira”, Ribeirânia, Zona Leste
– Parque Doutor Luis Carlos Raya “Jardim Botânico”, na Zona Sul,
– Parque Maurílio Biagi Centro
– Parque Roberto de Melo Genaro Jardim Sumaré, Zona Sul, temporariamente fechado
– Parque Tom Jobim Jardim Procópio, Zona Norte
– Über Parque Sul Roberto Francói Bosque das Juritis, Zona Sul

Áreas de preservação
– Parque Morro do São Bento Jardim Mosteiro, Zona Leste
– Parque Ecológico Ângelo Rinaldi “Horto Florestal”, Jardim Marchesi, Zona Oeste