Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil

 O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nes­ta quarta-feira por 228 votos a 210, e quatro abstenções, a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Minis­tério da Justiça e Segurança Pública para o ministério da Economia. A mudança foi confirmada durante a análise da medida provisória 870, que trata da organização admi­nistrativa do governo de Jair Bolsonaro, e foi patrocinada principalmente por partidos do Centrão e da oposição. O placar foi mais apertado do que os líderes do Centrão ha­via previsto inicialmente. 

 

Na primeira votação, feita de forma simbólica, Maia anunciou a rejeição do requerimento que pedia para o Coaf ser mantido sob a guarda do ministro Sérgio Moro. O PSL pediu então para que a votação fosse feita nomi­nalmente, o que permite uma contagem exata dos votos. 

Assim, o órgão voltará a in­tegrar a estrutura da Economia, como era até o ano passado com o então ministério da Fazenda. A mudança já havia sido incluí­da no relatório da MP na comis­são especial que a analisou. 

 

Votaram pela mudança do Coaf para a Economia: PP, MDB, PTB, PT, PL (antigo PR), PSB, PRB, PDT, DEM, SDD, Psol, PCdoB e PSC. As lideran­ças da maioria, da minoria e da oposição também encaminha­ram a votação neste sentido. 

 

Já o PSL, Podemos, Pros, Cidadania, Novo e PV pediram a aprovação do requerimento, para que o Coaf permanecesse no ministério da Justiça e Segu­rança Pública. O PSD e o PSDB liberaram suas bancadas. O lí­der do governo na Casa, major Vitor Hugo (PSL-GO), fez uma defesa enfática no plenário da Casa pela manutenção do ór­gão. Ele afirmou que o Estado precisa ser mais eficiente e coe­rente com as pautas que elege­ram Bolsonaro. 

 

O governo defendia a per­manência do Coaf na Justiça, mas deputados favoráveis à mudança argumentaram que o órgão é uma unidade de inteli­gência financeira que investiga crimes no sistema financeiro e, dentre outros, a lavagem de di­nheiro. Já os parlamentares que queria que ele ficasse com Sérgio Moro, defenderam que ele é um órgão importante para o comba­te à corrupção. 

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