Com a proximidade do Na­tal, o calçadão de Ribeirão Preto foi “invadido” por camelôs. São tantos que há discussões entre os próprios trabalhadores informais pelo melhor ponto. Pela legislação atual, o comércio de ambulantes está expressamente proibido em um raio de 300 metros da praca XV de Novembro e de 200 me­tros do Centro Popular de Com­pras (CPC), onde fica o Mercado Municipal, o popular “Mercadão”, e os terminais rodoviários urbano e intermunicipal e interestadual.

O Departamento de Fiscali­zação Geral da Secretaria Muni­cipal da Fazenda já havia alertado sobre a “ocupação” dos camelôs no calçadão. O número de co­merciantes informais no Centro disparou depois que a Câmara de Vereadores instalou uma Comis­são Especial de Estudos (CEE) para analisar a legislação. Um grupo de ambulantes, no entanto, entende que a simples abertura do debate já seria suficiente para autorizar a venda de produtos sem nota fiscal, sem selo de qua­lidade e sem outras informações essenciais para o consumidor.

Na semana passada, o presi­dente da CEE, Adauto Marmita (PR), levou ao Palácio Rio Bran­co uma comitiva de seis camelôs para entregar ao prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB) – “em mãos” – uma proposta de altera­ção na atual legislação para liberar a atuação do grupo no chamado quadrilátero central, principal­mente na região do calçadão. Cerca de 40 pessoas participaram. Eles querem autorização para que 70 “informais” atuem no quadri­látero central, devidamente iden­tificados, cadastrados no Depar­tamento de Fiscalização Geral da Secretaria Municipal da Fazenda com crachás, coletes e barracas padronizadas.

Foram recebidos pela pri­meira-dama Samanta Pineda, na sede do Fundo Municipal de Soli­dariedade (FSS). O prefeito ficou de dar uma resposta em breve. Desde a criação da CEE, fiscais da prefeitura e representantes de entidades do comércio relatam uma explosão no número de ca­melôs na área do calçadão, atra­ídos também pela proximidade do final do ano. Estima-se que aos sábados quase 100 vendedo­res informais estejam atuando na área central, grande parte oriunda de cidades da região.

O programa Atividade Dele­gada, uma espécie de “bico oficial” em que policiais militares de folga ou férias trabalham uniformiza­dos e armados, terá início neste mês em Ribeirão Preto. A expec­tativa é de que sejam contratados pela prefeitura doze PMs por dia de trabalho. Eles deverão ser esca­lados exatamente para trabalhar na área do calçadão para auxiliar os fiscais da fazenda, além de ga­rantir a segurança às vésperas do Natal – no final de ano, milhares de consumidores “invadem” a região central da cidade para as compras, e o movimento tam­bém atrai os ladrões.

Nesta quinta-feira, 30 de novembro, a maioria dos tra­balhadores recebeu a primeira parcela do décimo terceiro salá­rio. Segundo levantamento do economista Gabriel Couto, do Núcleo de Inteligência da Asso­ciação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), o 13º in­tegral deve injetar na cidade R$ 696,94 milhões – R$ 360,36 mi­lhões da primeira parcela e mais R$ 336,58 milhões até dia 20. As lojas também terão horário espe­cial a partir desta sexta-feira, 1º de dezembro. Vão abrir até as 22 horas na maioria dos dias.

Calçadão é lavado para as festas de fim de ano – Na noite de quarta-feira (29), a Coordena­doria de Limpeza Urbana (CLU) realizou a limpeza de todo o cal­çadão, em uma iniciativa inédita – essa medida nunca havia sido realizada. A lavagem ocorreu por causa das festividades de final de ano, já que nessa época, o movi­mento de pessoas que circulam pela região aumenta considera­velmente. Outras áreas da cida­de também serão beneficiadas, como a praça XV de Novembro, onde a equipe trabalharia na noi­te desta quinta-feira (30).

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