‘Carta de intenção’ prevê cinco vacinas

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ANDREW MATTHEW/REUTERS

 

O Ministério da Saúde infor­mou no domingo, 22 de novem­bro, que deve assinar “cartas de intenção não-vinculantes” para compra de vacinas de cinco de­senvolvedores: Pfizer, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Direto (responsá­vel pela Sputinik V) e Moderna.

O documento, porém, não formaliza a compra dos produ­tos. A Saúde afirma que ainda aguarda o fim dos estudos de “fase 3”, além do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a precifica­ção e a incorporação do produ­to ao Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é evitar nova “complicação política” com a compra de vacinas.

Por isso, qualquer negócio só deve ser fechado após o aval da agência para comercializar a droga no país. As desenvolve­doras foram recebidas na Saúde nesta semana. “A pasta tomou nota e tirou dúvidas sobre deta­lhes técnicos do desenvolvimen­to dessas vacinas, sua segurança e eficácia, e de aspectos logísti­cos para operacionalizar sua dis­tribuição”, diz em nota.

“Os encontros também ser­viram para estreitar a comuni­cação entre as áreas técnicas do Ministério e o corpo técnico das empresas”, informa o ministério. Diz ainda que já há previsão de acesso a 142,9 milhões de doses por contratos já firmados.

Estes imunizantes estariam garantidos por meio de negócio de cerca de R$ 2 bilhões para fornecimento de 100 milhões de unidades da vacina de Oxford/ AstraZeneca, além da transfe­rência de tecnologia de produ­ção da droga à Fiocruz.

Outro caminho é pela Covax Facility, um consórcio liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar o fornecimen­to dos imunizantes. O Brasil investiu R$ 2,5 bilhões para entrar no grupo e espera re­ceber, por meio do consórcio, vacina para 10% da popula­ção. Segundo a Saúde, estes dois caminhos já garantem a imunização de cerca de 30% da população brasileira.

 

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