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Casos de dengue recuam em 2021

© Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

Os casos de dengue despen­caram em Ribeirão Preto no ano passado, na comparação com 2020. Segundo dados do Bole­tim Epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2021 apenas 342 pessoas foram vítimas do mos­quito Aedes aegypti – vetor da doença, do zika vírus e das fe­bres chikungunya e amarela na área urbana.

Em 2020 foram registrados 17.606. Ou seja, a queda é de 98,1%, ou 17.264 a menos. No ano passado foram registradas 27 ocorrências de janeiro, 36 de fevereiro, 51 de março, 94 de abril, 51 de maio, 24 de junho, 13 de julho, onze de agosto, qua­tro de setembro, seis de outubro, dez de novembro e 15 de de­zembro – oito a mais que as sete do mesmo mês do ano passado, alta de 114,3%.

Em relação a novembro de 2021, o aumento é de 50%. São cinco a mais. A secretaria revi­sou os dados porque, no boletim anterior, a cidade somava 328 casos até novembro e, em 2020, haviam sido constatados 17.604 casos. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) investiga mais 3.812 pacientes que podem estar com a doença – aguarda o resul­tado de exames.

Não houve mortes por den­gue no ano passado na cidade. Em 2020, ocorreram onze óbi­tos, mas um caso era importado de São Simão. No total oficial, Ribeirão Preto fechou o perío­do passado com dez ocorrên­cias fatais, sete a mais do que os três falecimentos de 2019, alta de 233,3%. O número de dez mortos pelo Aedes aegypti é o maior em pelo menos cinco anos (desde 2016).

Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus. O número total de ví­timas do Aedes aegypti em 2020 é 21,3% superior ao de 14.520 pessoas infectadas em 2019 – de acordo com dados atualizados pela Secretaria da Saúde –, 3.086 ocorrências a mais.

Ribeirão Preto declarou epi­demia ainda na primeira me­tade de 2020, a sexta em onze anos. A média diária de pesso­as diagnosticadas com o vírus transmitido pelo Aedes aegypti em 365 dias foi de 48, duas por hora. Dos 17.606 casos confir­mados no ano passado, 2.932 são de janeiro, 6.695 de feve­reiro, 5.045 de março, 1.865 de abril, 806 de maio, 170 de junho, 47 de julho, 16 de agosto, doze de setembro, cinco de outubro, seis de novembro e apenas sete de dezembro.

Em 2020, a maioria das ví­timas do mosquito transmissor tinha entre 20 e 39 anos (6.564). Depois aparecem os adultos de 40 a 59 anos (4.409), jovens de dez a 19 anos (2.785), idosos com mais de 60 anos (1.915), crianças de 5 a 9 anos (1.167), de um a quatro anos (652) e meno­res de um ano (112).

Em 2021, as pessoas com idade entre 40 e 59 lideraram com 121 ocorrências, seguidas por quem tem entre 20 e 39 anos (117), crianças e adolescentes de 10 a 19 anos (44), idosos de 60 anos ou mais (42), crianças de 5 a 9 anos (13), de 1 a 4 anos (qua­tro) e abaixo de 1 ano (uma).

Em 2020, os casos de den­gue foram registrados nas regiões Oeste (5.162), Les­te (3.626), Norte (3.556), Sul (3.297) e Central (1.963) – não há ocorrências sem identifica­ção de distrito. No ano passa­do, a Zona Leste liderou com 159 ocorrências. Depois apare­cem as regiões Oeste (62), Sul (45), Norte (42) e Central (34).

Não há caso sem identifica­ção de distrito. Em 13 anos, Ri­beirão Preto já registrou 141.332 casos de dengue, 19,6% da po­pulação, mas este número pode ser quatro vezes superior – de 565.328, ou 78,5% dos 720.116 habitantes da cidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE). A cidade também tem um caso de febre chikungunya impor­tado da Praia Grande (SP). Não há ocorrências de zika ví­rus e sarampo este ano.

Casos de dengue em Ribeirão Preto
2009 – 1.700 casos
2010 – 29.637 casos
2011 – 23.384 casos
2012 – 317 casos
2013 – 13.179 casos
2014 – 398 casos
2015 – 4.689 casos
2016 – 35.043 casos
2017 – 246 casos
2018 – 271 casos
2019 – 14.520 casos
2020 – 17.606 *
2021 – 342 **

* São 2.932 de janeiro, 6.695 de fevereiro, 5.045 de março, 1.865 de abril, 806 de maio, 170 de junho, 47 de julho, 16 de agosto, doze de setembro, cinco de outubro, seis de novembro e sete de dezembro

** Dados de janeiro (27), feve­reiro (36), março (51), abril (94), maio (51), junho (24), julho (13), agosto (onze), setembro (qua­tro), outubro (seis), novembro (dez) e dezembro (15)

Total desde 2009: 141.332, mas estudo da SMS aponta que o número pode ser quatro vezes superior, de 565.328

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