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29 de junho de 2022 | 20:13
Jornal Tribuna Ribeirão

CBIC divulga Desempenho Econômico da Indústria da Construção

A preocupação com o aumento de custos da construção persiste e o setor ‘ganha’ novos problemas. Há sete trimestres consecutivos o alto custo dos insumos é o principal adversário, no entanto, a preocupação com a taxa de juros vem crescendo e a falta ou o alto custo do trabalhador qualificado também tem sido uma dificuldade crescente. Estas são algumas conclusões do estudo “Desempenho Econômico da Indústria da Construção – primeiro trimestre de 2022”, divulgado na semana passada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

De acordo com a pesquisa, a falta ou o alto custo de matéria-prima foi o principal problema citado por 46,7% dos empresários. A taxa de juros elevada foi destacada por 26,7% dos entrevistados. Já a falta ou alto custo de trabalhador qualificado foi relatada por 18,2%.

Custo dos insumos – O indicador de preço médio dos insumos rompeu a sequência de dois resultados de recuo e voltou a apresentar aumento no 1º trimestre, passando de 70 para 75 pontos.

A alta pode ser comprovada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) – Materiais e Equipamentos, que acumulou incremento de 51,21% de janeiro/20 a março/22, envolvendo quase todo o período da pandemia. O INCC total registrou aumento de 26,31% no mesmo período.

Contudo, apesar do alto custo dos insumos, o estudo aponta que a confiança do empresário do setor se mantém em patamar elevado. O Índice de Confiança do Empresário da Construção em abril chegou a 55,5 pontos. Em relação ao mês de março, o indicador manteve estabilidade.

PIB – A CBIC aumentou a expectativa de crescimento do PIB da construção em 2022 e passou de 2% para 2,5%. Desde 2013 o setor não cresce dois anos consecutivos e o desempenho deve superar o crescimento nacional.

Mercado de trabalho – O mercado de trabalho formal da construção vem se destacando e registrando resultados positivos. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o setor chegou a 2.383.803 trabalhadores com carteira assinada em fevereiro, voltando ao patamar de março/16.

Em fevereiro o setor registrou o maior saldo de novas vagas dos últimos 11 meses, abrindo 39.453 novos postos de trabalho.

Contudo, a informalidade ainda é elevada no setor. A PNAD Contínua mostra que o número total de ocupações na construção, considerando formais e informais, chega a 7,2 milhões.

Atividade – A evolução da média do Índice do Nível de Atividade do setor, no 1º trimestre deste ano, atingiu 49 pontos, o maior patamar para o período, dos últimos 10 anos. O indicador também foi superior à média histórica.

Desagregando o indicador do Nível de Atividade da Construção por segmento, observa-se que a construção de edifícios e os serviços especializados estão impulsionando o setor.

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