ANTONIO CRUZ/AG.BR.

O líder do governo no Se­nado, Fernando Bezerra Coe­lho (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira (16) ser favorável à indicação do deputado Edu­ardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil em Washington, nos Esta­dos Unidos. Ele disse estar trabalhando para que, caso o presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirme a indicação de seu filho para o cargo, que ela seja aprovada pelo Sena­do. Um embaixador indicado pelo presidente da República deve ser sabatinado pela Co­missão de Relações Exterio­res da Casa.

O colegiado, então, vota pela aprovação ou não do nome e depois o plenário da Casa também decide sobre a indicação. “Estamos cuidan­do para que, se essa indica­ção for feita, ela ser aprovada pelo Senado. O governo tem maioria na Comissão de Re­lações Exteriores e no plená­rio para aprovar o nome do Eduardo”, disse. O senador contou ainda que conversou com Bolsonaro na noite de segunda-feira (15) e na ma­nhã de ontem e disse que o presidente “está inclinado” a oficializar a indicação.

O líder do governo ava­liou que a questão não deve atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência. “São dois assuntos diferentes”, dis­se. Já o presidente reafirmou a intenção de indicar o filho para assumir a embaixada brasileira em Washington, apesar de destacar que há ainda um grande caminho pela frente. “Ou vocês que­riam que eu indicasse o meu filho para a Venezuela, Cuba, Coreia do Norte?”, questio­nou o presidente.

Bolsonaro voltou a dizer que a indicação não confi­gura nepotismo e disse que há uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) neste sentido. “Graças a Deus, como capitão do Exército, tive como lhe dar uma boa educação e a prova está aí. Tentar desquali­ficá-lo por fritar hambúrguer… eu frito hambúrguer melhor que ele, talvez por isso que eu seja presidente”, disse. Bol­sonaro afirmou ainda que o filho foi “fritar hambúrguer” nos Estados Unidos para pra­ticar o inglês.

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